Quem Quer Ser Professor ou Professora? | Por Reginaldo de Souza Silva

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Artigo aborda os desafios da atividade de ensino.
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Todos sabem que professore(a)s enfrentam ofensas, humilhações e agressões diárias de cunho morais, racista e homofóbicos, inclusive pela internet.

Nos ambientes escolares e universitários são chamados e rotulados de doutrinadores. O renomado educador Paulo Freire tem sua memória e legados acadêmicos jogados ao lixo pelas maiores autoridades educacionais do país e, perseguição ideológica ao pensamento crítico por movimentos que se intitulam, “livres” e “sem partido”.

Desde que assumiu a pasta conforme MPF, o Ministro da Educação Weintraub, resolve punir universidades pelo que afirma fazerem balburdias, a ex. das (UFF, UFBA, UnB). Na falta de funcionários de limpeza nas Ufersa, UFRN e IFRN, disse aos reitores para chamar os centros acadêmicos e diretório central dos estudantes para fazer o serviço, afirmando serem desocupados.

Aquela figura do(a) mestre, um profissional que merece respeito, não existe mais. Em muitas instituições formadoras de professore(a)s se constata o desrespeito pela figura do profissional da educação: o(a)professor(a)! Assim, como se constata na sociedade, poucas pessoas querem ser professor(a). Pela desvalorização social, pelo desrespeito, pelas condições de trabalho, salário etc.

O mais grave é constatar docentes de vários cursos reforçarem tal posicionamento. Esquecem que na formação do futuro professor(a), os conhecimentos científicos são relevantissimos, assim como, a relação entre os conteúdos trabalhados e sua futura área de formação e atuação profissional.

É comum aluno(a)s dos cursos de licenciatura que devem formar professore(a)s se intitularem como: Físicos, Geógrafos, Matemáticos, Filósofos, Sociólogos, Historiadores, Biólogos e, não como professore(a)s de sua área de formação. Lutamos pela formação inicial presencial do(a)s futuro(a)s docentes, a desvalorização tem levado muitos a procurar formação na modalidade EAD.

Professore(a)s no Brasil são culpados pelos governantes como responsáveis pelos desempenhos nas avaliações do PISA e IDEB. Transformam educação em mercadoria dando “bônus” aos docentes em que os alunos tenham bom rendimento.

O exemplo do desrespeito à categoria docente é o Estado da Bahia, governado pelo Partido dos Trabalhadores, viola o estatuto do magistério superior, confisca recursos das universidades, impede promoções e progressões, fecha os olhos quando sua segurança (Policiais Militares) agride professore(a)s, fecha escolas de educação básica, aumenta impostos, confisca direitos de saúde e previdência.

O piso salarial subiu de R$ 1.000 em 2010 para R$ 2.557 em 2019, longe da meta estabelecida no Plano Nacional de Educação 2014/204, que seria a média dos profissionais com nível superior que é de r$ 5.477,00. Na Bahia a media dos professores da educação básica é de 2.557,74. Professore(a)s não são valorizados no Estado da Bahia, assim como na maioria dos demais estados e municípios, a ex. da educação superior que estão a cinco anos sem qualquer forma de reajuste salarial.

Quem Quer Ser Professor ou Professora? Lembrem-se todas as profissões passam pelas mãos, pelos conhecimentos, por compromissos e luta dos educadores.

Estaremos sempre na luta, pois conforme FREIRE: “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender”.

Neste Dia desejamos: Parabéns! aos 2,5 milhões de Professores e Professoras, que apesar deste cenário desolador, continuem trabalhando no sentido de garantir os princípios da educação elencados em nossa Constituição Federal de 1988:

I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância; V – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII – valorização do profissional da educação escolar; VIII – gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX – garantia de padrão de qualidade; X – valorização da experiência extraescolar; XI – vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; XII – consideração com a diversidade étnico-racial visando um país democrático para todo(a)s, sem preconceito, racismo, discriminação, acessível a toda população brasileira.

*Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva – Coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – NECA/UESB.

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