Pesquisador Muniz Sodré será saudado pelo reitor João Carlos Salles em posse na Academia de Letras da Bahia

Muniz Sodré de Araújo Cabral, jornalista, sociólogo, tradutor, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Escola de Comunicação e ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
Professor Dr. Muniz Sodré, novo membro da Academia de Letras da Bahia, realizou conferência de abertura do Congresso da UFBA 2018.
Muniz Sodré de Araújo Cabral, jornalista, sociólogo, tradutor, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Escola de Comunicação e ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
Professor Dr. Muniz Sodré, novo membro da Academia de Letras da Bahia, realizou conferência de abertura do Congresso da UFBA 2018.

O jornalista, sociólogo e tradutor baiano Muniz Sodré de Araújo Cabral, doutor honoris causa pela UFBA, será recepcionado pelo reitor João Carlos Salles na Academia de Letras da Bahia, no dia 31 de outubro, às 20h, no Palacete Góes Calmon, sede da Academia. Sodré ocupará a cadeira nº 33, que era ocupada pela acadêmica Maria Stella de Azevedo Santos, Mãe Stella de Oxóssi. Salles é acadêmico desde 2014, quando passou a ocupar a cadeira nº 32, que tem como patrono o abolicionista negro André Rebouças, cachoeirano como ele.

“Para mim, é importante ocupar uma Cadeira já mantida pela ialorixá da comunidade litúrgica a que pertenço (o Ilê Axé Opô Afonjá), porque Mãe Stella de Oxóssi foi um ponto alto e intelectualizado da governança espiritual”, afirmou Sodré ao jornal A Tarde.

Muniz Sodré de Araújo Cabral, baiano de São Gonçalo dos Campos, tem 77 anos e é um dos grandes pensadores contemporâneos da comunicação no Brasil, dedicado à pesquisa sobre a comunicação e o jornalismo contemporâneos. É graduado em direito pela UFBA (1964), tem mestrado em Sociologia da Informação e Comunicação pela Universidade Paris IV – Sorbonne (1967) e doutorado em Letras (Ciência da Literatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ (1978).  É livre-docente em Comunicação e professor emérito da UFRJ, foi presidente da Biblioteca Nacional de 2005 a 2011, tem cerca de 30 livros publicados nas áreas de comunicação e cultura – e também de ficção – e é pesquisador nível 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Muniz Sodré esteve na UFBA no ano passado, quando fez a conferência de abertura do Congresso 2018 da Universidade, na noite de 16 de outubro, no Teatro Castro Alves. “O incêndio do Museu Nacional serviu de pretexto para atacar as instituições públicas e defender uma forma privada de gerir o mundo”, argumentou Sodré, afirmando que o caso do incêndio do Museu Nacional, no ano passado, serviu, na verdade, para pôr a descoberto o profundo desprezo que uma parte cada vez maior dos brasileiros, liderados pelas elites, atualmente nutre pela cultura popular “enquanto labor do povo” e pela produção de conhecimento científico realizada nas universidades públicas. Desse desprezo, por sua vez, resulta um perigoso caldo “claro-escuro”, de onde emergem “monstros”, e, em última instância, toda uma “sociedade incivil”

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