Governador Rui Costa cita Chile como exemplo de política neoliberal adotada por governo de direita que conduz população ao empobrecimento, crise social e protestos

Governador Rui Costa cita Chile critica política neoliberal e destaca fracasso da experiência do Chile, com protestos da população, que cobra do governo de direita investimentos sociais.
Governador Rui Costa cita Chile critica política neoliberal e destaca fracasso da experiência do Chile, com protestos da população, que cobra do governo de direita investimentos sociais.
Governador Rui Costa cita Chile critica política neoliberal e destaca fracasso da experiência do Chile, com protestos da população, que cobra do governo de direita investimentos sociais.
Governador Rui Costa cita Chile critica política neoliberal e destaca fracasso da experiência do Chile, com protestos da população, que cobra do governo de direita investimentos sociais.

Os protestos que irrompem na América Latina, decorrentes do empobrecimento da população com a adoção de política neoliberal por governos de direita e extrema-direita, evidenciam o fracasso da adesão a ideologia do liberalismo econômico nas políticas dos Estados-Nação.

No contexto do debate, durante o #PapoCorreira desta terça-feira (22/10/2019), o governador Rui Costa (PT-BA) pontuou a crise social do Chile, ao questionar: Como podemos dar bem-estar as pessoas? Como podemos aumentar a produção incluindo as pessoas?

Segundo Rui Costa, o que acontece no Chile é um exemplo de política neoliberal, que exclui direitos sociais de parcela significativa da população. Essa política provoca crise social e convulsiona a sociedade à protestos pela defesa da dignidade de vida.

O governante lembra que o dever do Estado para com o povo é o de criar condições dignas de vida, que conduza a um bem-estar generalizado, ao mesmo tempo em que se preserva a natureza.

O neoliberalismo como ideologia sem base empírica

No contexto da crítica do governador Rui Costa, em artigo publicado no Jornal Grande Bahia nesta terça-feira (22) com título ‘O neoliberalismo não deu certo nos países ditos desenvolvidos’ — publicação de autoria pesquisador Clóvis Roberto Zimmermann, doutor em Sociologia pela Universidade de Heidelberg e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) — aborda a questão, ao apresentar dado sócio-histórico que evidencia a ampliação dos gastos dos países da economia central do capitalismo, com políticas sociais que objetivam promover o bem-estar da população.

— As recentes ondas de protestos contra as tentativas de implantar medidas neoliberais na América Latina demonstram que esse tipo de política encontra pouca ou quase nenhum apoio popular na região. O grande dilema da América Latina é trilhar caminhos inexistentes nos países ditos desenvolvidos, uma vez que os países centrais não adotam esse tipo de política. O que vemos nesses países é uma consolidação muito robusta de um Estado generosamente atuante em diversas áreas, especialmente na área social. O Estado de Bem-Estar social continua vigoroso, bastante generoso e responsável por um volume considerável de gastos públicos, em torno de 30 por cento dos gastos em relação ao PIB. Assim, a Inglaterra iniciou o ano de 1900 investindo apenas 2,6 % de seu PIB na área social, enquanto que em 2015 os gastos sociais saltaram para 28,6% de seu PIB. Interessante é que na era Thatcher houve um aumento dos gastos sociais nesse país. Enquanto que em 1980, início do governo de Thatcher, a Inglaterra gastava 21,5% do PIB na área social, em 1991, logo após o término do governo, esse país gastava 24,7% do PIB na área social. De lá pra cá tivemos um aumento dos gastos, que hoje representam quase 30% do PIB. — Diz Clóvis Roberto Zimmermann.

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Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9388 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).