Documento assinado pelo ministro Ricardo Salles evidência negligência e omissão do Governo Bolsonaro, ao não adotar imediata medida contra degradação ambiental na zona costeira do Nordeste

Ao centro, presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e ministro Ricardo Salle (Novo-SP). Documento comprova inapetência e negligência do ministro do Meio Ambiente em lidar com degradação ambiental proveniente do óleo despejado em alto-mar, que atingiu zona costeira do Nordeste.

Ao centro, presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e ministro Ricardo Salle (Novo-SP). Documento comprova inapetência e negligência do ministro do Meio Ambiente em lidar com degradação ambiental proveniente do óleo despejado em alto-mar, que atingiu zona costeira do Nordeste.

O Plano Nacional de Contingência do governo federal, um documento criado em 2013 para lidar com situações de emergia como a do vazamento de petróleo que suja todo o Nordeste brasileiro, só foi oficialmente formalizado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, no dia 11 de outubro, 41 dias depois de terem surgido as primeiras manchas de petróleo no litoral. REvelou reportagem do Jornal Estadão

Ministro diz que Governo Bolsonaro demorou em acionar Forças Armadas

O governo do presidente Jair Bolsonaro não considerava necessária a entrada de homens do Exército nos trabalhos de limpeza das praias do Nordeste atingidas por manchas de petróleo, até que o produto começou a aparecer em maior quantidade e em mais localidades, disse o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, nesta terça-feira (22/10/2019).

Em coletiva de imprensa ao lado do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), em Recife, o ministro disse que a Marinha vinha atuando desde o início da tragédia ambiental, mas que o governo só entendeu necessário empregar o Exército quando as manchas se tornaram maiores.

“Nós não julgávamos ser necessário empregar o Exército. Quando precisou, nós empregamos o Exército. Quando as manchas saíram de Salvador, recrudesceu, chegaram em Pernambuco nesses dias, aí sim”, disse Azevedo e Silva, que discordou da avaliação de que o governo federal demorou a responder à catástrofe.

“Desde o início de setembro a Marinha está debruçada nisso com o efetivo possível, com os navios possíveis, com a parte técnica possível fazendo uma investigação em relação a isso, atuando em relação a isso”, disse ele.

Em seguida, destacou o ministro, foi lançado o Plano Nacional de Contingência, “que está sendo seguido”.

“É lógico que no início de setembro, o aparecimento das manchas era pequeno, mas no início de outubro elas aumentaram, e providências estão sendo tomadas”, afirmou.

As manchas de óleo já atingiram cerca de 200 praias nordestinas, de acordo com dados do Ibama.

Segundo o governo federal, a operação já retirou 600 toneladas de óleo misturado com areia das praias.

Esses resíduos estão sendo armazenadas e podem ter como destinação fabricantes de cimento que podem reutilizar esse material.

O emprego de entre 4 mil a 5 mil homens da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada nos trabalhos de limpeza foi anunciado na véspera pelo presidente em exercício Hamilton Mourão.

Bolsonaro está em viagem ao Japão, onde participou nesta terça da entronização do novo imperador do país Naruhito.

O ministro da Defesa garantiu que Bolsonaro tem acompanhado os trabalhos de limpeza, assim como os esforços de investigação, que ainda não foram capazes de determinar a origem do petróleo que tem aparecido nas praias nordestinas.

“A autorização de empregar o Exército se possível fosse, se fosse necessário, foi dele (Bolsonaro), ratificada pelo presidente (em exercício) Mourão ontem. Então ele tem acompanhado, tem me passado mensagens sempre. Ele acompanha, me perguntou se o Exército já estava sendo empregado hoje. Hoje cinco da manhã significa cinco da tarde lá (no Japão)”, disse o ministro.

*Com informa de Eduardo Simões, da Agência Reuters e do Jornal Estadão.

Inapetência e negligência do Governo Bolsonaro ampliou extensão da degradação ambiental proveniente do óleo despejado em alto-mar, que atingiu zona costeira do Nordeste.

Inapetência e negligência do Governo Bolsonaro ampliou extensão da degradação ambiental proveniente do óleo despejado em alto-mar, que atingiu zona costeira do Nordeste.

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