Deputados bolsonaristas apresentam nova lista para nomear Eduardo líder do PSL na Câmara; Presidente nega crise política e diz que está tranquilo com aprovação da Previdência

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Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal.
Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal.
Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal.
Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal.

O líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), apresentou uma nova lista nesta segunda-feira (21/10/2019) à Secretaria-Geral da Mesa Diretora da Casa para nomear o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, como novo líder do partido.

Segundo a assessoria de Vitor Hugo, a nova lista tem 29 nomes e foi protocolada às 9:30 horas desta segunda-feira na Secretaria-Geral, que agora irá conferir se as assinaturas são válidas.

O PSL vive nas últimas semanas uma disputa interna entre o grupo de Jair Bolsonaro e seus filhos e uma ala concorrente que apoia o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).

Na última semana, os bolsonaristas apresentaram duas listas para tentar nomear Eduardo como líder do partido na Câmara no lugar do deputado Delegado Waldir (GO), que é ligado a Bivar, mas não conseguiram efetuar a troca.

Bolsonaro nega crise política e diz que está tranquilo com aprovação da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que não há uma crise política e nem riscos para a aprovação final da reforma da Previdência no Senado, prevista para terça-feira, apesar do racha dentro de seu partido, o PSL.

“É o Senado que resolve amanhã. Eu estou tranquilo e o Parlamento está tranquilo também. A responsabilidade é de todos nós”, disse o presidente a jornalistas durante um passeio pelas ruas de Tóquio, primeira parada de uma viagem de 10 dias pela Ásia e o Oriente Médio.

Questionado sobre a crise no PSL, que na semana passada atingiu o ápice com a suspensão de cinco deputados ligados a Bolsonaro, o presidente negou que exista e disse que foi inventada.

“Que crise política? Inventaram a crise política. Não há crise nenhuma, zero”, afirmou.

Nas últimas semanas, desde que Bolsonaro foi gravado dizendo a um apoiador que devia esquecer o PSL e que o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE), estava “queimado”, a crise interna da sigla se agravou e rachou a bancada da legenda. Parte do grupo que se diz leal a Bolsonaro tenta controlar o PSL ou sair do partido sem ser afetado pela lei de fidelidade partidária.

Na semana passada, o grupo tentou retirar o atual líder da bancada, Delegado Waldir (GO), do cargo e emplacar o filho do presidente Eduardo Bolsonaro (SP), em uma manobra com o apoio de Bolsonaro, mas que não deu certo.

Em retaliação, o PSL suspendeu cinco parlamentares do grupo bolsonarista e ameaça tirar os filhos do presidente Eduardo e Flávio do controle dos diretórios do partido em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.

Bolsonaro afirmou que “essas coisas acontecem”. “É igual uma ferida, cicatriza naturalmente”, disse.

O presidente chegou nesta madrugada, horário do Brasil, a Tóquio, onde participa na terça-feita da cerimônia de entronização do novo imperador japonês, Naruhito. Terá ainda uma reunião bilateral com o primeiro-ministro, Shinzo Abe, e encontros com empresários japoneses e brasileiros.

A segunda etapa de viagem será a China, e em seguida Bolsonaro vai a Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar.

*Com informações de Lisandra Paraguassu, Maria Carolina Marcello e Pedro Fonseca, da Agência Reuters.

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