Deputado Daniel Almeida aponta que desmonte dos bancos públicos fere soberania

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Daniel Almeida (PCdoB), deputado federal.
Deputado Daniel Almeida (PCdoB) critica Governo Bolsonaro por desmonte do estado nacionalista.
Daniel Almeida (PCdoB), deputado federal.
Deputado Daniel Almeida (PCdoB) critica Governo Bolsonaro por desmonte do estado nacionalista.

O deputado federal Daniel Almeida, líder do PCdoB na Câmara, ocupou a tribuna nesta terça-feira (29/10/2019) para defender os bancos públicos do país, que estão na mira da sanha entreguista da malta privatista do ministro da Economia Paulo Guedes.

“Não é possível o desmonte que querem promover nos bancos públicos do nosso país”, denunciou. O parlamentar lembrou a importância dos bancos estatais: “Como o país pode investir, se desenvolver, fomentar os investimentos na indústria, na infraestrutura sem o BNDES; como a agricultura pode deixar de ter o Banco do Brasil; a Caixa Econômica deixar de ser o principal instrumento de crédito para habitação e saneamento”.

Em sua fala, o parlamentar fez uma saudação aos bancários que participavam do seminário “O Brasil é nosso”, que reuniu em Brasília profissionais da categoria de todo o país.

Promovido pelas frentes parlamentares mistas em Defesa da Soberania Nacional e em Defesa dos Bancos Públicos, o evento fez parte da campanha em defesa da importância que as instituições financeiras estatais têm para assegurar a soberania nacional, o crédito, o emprego e o desenvolvimento da economia brasileira. “Acho fundamental que a defesa dos bancos públicos se insira na defesa da soberania”, afirmou Almeida.

Crédito

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados do Banco Central de março de 2019, mostra que 90,9% do crédito na região Norte é concedido por bancos públicos. No Centro-Oeste, 88,1%; no Nordeste 84,8%; e no Sul 80,5%. Somente na região Sudeste os bancos privados detêm a maior parte do crédito (69,3%).

Considerando as carteiras específicas de crédito rural e habitacional, os bancos públicos respondem por 72,9% e 80,5%, respectivamente, dos financiamentos para estas áreas em todo o país, chegando a responder pela totalidade do crédito destas carteiras em algumas regiões.

O seminário teve o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa (Fenae).

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