Autoridades dos EUA condicionaram reunião de presidente da Ucrânia na Casa Branca a ajuda política para Donald Trump

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zalensky e Donald Trump, presidente dos EUA
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zalensky e Donald Trump, presidente dos EUA.
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zalensky e Donald Trump, presidente dos EUA
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zalensky e Donald Trump, presidente dos EUA.

Autoridades dos Estados Unidos pressionaram o governo ucraniano para que iniciasse investigações que poderiam beneficiar a pauta política pessoal do presidente Donald Trump em troca de uma reunião dos líderes dos dois países, mostrou a divulgação de uma série de textos diplomáticos.

As conversas foram divulgadas na quinta-feira por democratas da Câmara dos Deputados, parte de uma investigação que visa determinar se deveriam afastar Trump por pressionar a Ucrânia a averiguar a relação do ex-vice-presidente Joe Biden e seu filho, Hunter Biden, com a empresa de gás ucraniana Burisma.

Biden é um dos pré-candidatos favoritos para conquistar a indicação democrata à corrida presidencial de 2020. Seu filho passou vários anos no conselho da Burisma.

Kurt Volker, que renunciou ao cargo de representante especial de Trump para a Ucrânia na semana passada, entregou as mensagens a vários comitês da Câmara em uma reunião a portas fechadas na quinta-feira.

Em julho, Volker enviou uma mensagem de texto a um conselheiro do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, para lhe dizer que uma reunião entre os líderes dos dois países estava condicionada ao assentimento de Kiev em investigar a eleição norte-americana de 2016, segundo os comitês.

“Ouvido da Casa Branca —supondo que o presidente Z convencerá Trump de que investigará/‘irá fundo no que aconteceu’ em 2016, fecharemos a data da visita a Washington”, escreveu Volker.

A menção à eleição de 2016 foi uma referência a uma teoria da conspiração rechaçada segundo a qual indícios de uma interferência russa na campanha a pedido de Trump na verdade foram plantados por ucranianos anti-Rússia.

Os textos fornecem o primeiro relato em primeira mão das negociações entre Washington e Kiev a respeito das tentativas dos EUA de induzir a Ucrânia a auxiliar a pauta política doméstica de Trump, o tópico que desencadeou o inquérito de impeachment do presidente.

A investigação de impeachment pode levar à aprovação pela Câmara de maioria democrata de artigos de impeachment —ou acusações formais. Um julgamento para decidir se ele deve ser afastado do cargo aconteceria em seguida no Senado, mas os republicanos que controlam a Casa têm mostrado pouca inclinação para tanto.

Trump disse que Biden e seu filho são “corruptos”, mas não mostrou provas que sustentem a acusação.

*Com informações de Steve Holland, Patricia Zengerle, Roberta Rampton e Karen Freifeld da Agência Reuters.

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