Sementes de milho, feijão e outras leguminosas são mostradas no estande da UFRB montado na 44ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana

Dezenas de sementes de milho, feijão e outras leguminosas estão sendo expostas no Banco de Sementes Crioula, no estande da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
Dezenas de sementes de milho, feijão e outras leguminosas estão sendo expostas no Banco de Sementes Crioula, no estande da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
Dezenas de sementes de milho, feijão e outras leguminosas estão sendo expostas no Banco de Sementes Crioula, no estande da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
Dezenas de sementes de milho, feijão e outras leguminosas estão sendo expostas no Banco de Sementes Crioula, no estande da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Dezenas de sementes de milho, feijão e outras leguminosas estão sendo expostas no Banco de Sementes Crioula, no estande da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no Parque de Exposição João Martins da Silva.

Algumas, como a de feijão da variedade ovo de teiú e a crista de galo roxa, são consideradas raras. Outra que não é vista nas roças é o amendoim preto. Sementes crioulas são aqueles que não mais são vistas nas roças com frequência.

Estão expostas sementes de feijão pombinha, que também é usado como remédio, a lagartixa – que muda a tonalidade da casca com o passar do ano e a enxofre.

O trabalho de reintrodução destas variedades de sementes não muito conhecidas está sendo realizado por estudantes na comunidade de Lagoa do Cedro, em Castro Alves, que tem um diversificado banco destas sementes.

Um dos feijões presentes na mesa dos sertanejos, são quatro a quantidade de espécies de corda, mais quatro de milho roxo. Quem se interessar, deve ir ao campus da UFRB, no SIM, onde é realizado trabalho específico.

O valor nutricional destas variedades, diz Sidnara Ribeiro, estudante no campus da UFRB de Amargosa, ainda é desconhecido, mas existe iniciativa voltada para o estudo destes feijões. Estava acompanhada de Jonatas dos Santos, aluno da UFRB de Feira. Ambos moram na Lagoa do Cedro.

Visitante lembra que sua primeira casa foi de taipa

A dona de casa Anaci de Jesus disse que fez uma breve viajem ao passado, quando, acompanhada pela filha Ana Mirela, visitou a Casa do Vaqueiro, na manhã desta terça-feira, 3.

Chamou a filha para uma revelação: “Quando me casei, a minha primeira casa foi de taipa”. E contou mais: “A gente colocava os filhos bebês para dormir numa rede, porque não tinha berço”.

Como em todas casas de taipa, o seu fogão era de lenha e o piso de barro. “Varria a casa com uma vassoura feita com garranchos finos”, afirmou.

Contou ainda que armazenava a água em potes e moringas. A iluminação era a candeeiro. Foi uma versão modernizada da “a primeira casa a gente nunca esquece”.

Como a dona de casa, muitos visitantes fazem uma regressão quando visitam o espaço. Na casa de taipa usa-se técnica antiga de entrelaçamento de madeira com os espaços preenchidos com barro.

A Casa do Vaqueiro é uma homenagem a estes profissionais e foi reproduzida tal e qual as residências sertanejas, com retratos dos santos nas paredes, tamboretes na sala e um alpendre que é um convite ao descanso numa rede.

É um dos espaços mais visitados no Parque de Exposição João Martins da Silva, durante a Expofeira, que será encerrada no próximo domingo, 8.

Redação do Jornal Grande Bahia
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