Filósofo Fabiano de Abreu aponta que o caminho para o fim do preconceito é ser racional

Fabiano de Abreu: o preconceito, portanto, pode ser de vários tipos e parte do grau de comparação, daquilo que é diferente do que você é ou do que você almeja ser. É assim desde sempre.
Fabiano de Abreu: o preconceito, portanto, pode ser de vários tipos e parte do grau de comparação, daquilo que é diferente do que você é ou do que você almeja ser. É assim desde sempre.
Fabiano de Abreu: o preconceito, portanto, pode ser de vários tipos e parte do grau de comparação, daquilo que é diferente do que você é ou do que você almeja ser. É assim desde sempre.
Fabiano de Abreu: o preconceito, portanto, pode ser de vários tipos e parte do grau de comparação, daquilo que é diferente do que você é ou do que você almeja ser. É assim desde sempre.

Apesar de vivermos em um mundo globalizado e em cidades multiculturais, ainda convivemos todos os dias com a sombra do preconceito, da xenofobia e da discriminação. Não são raros os casos e relatos de pessoas que sofrem preconceito por sua cor, etnia, opção religiosa e orientação sexual, e isto não é uma exclusividade do Brasil, mas acontece ao redor do mundo inteiro.

O filósofo, escritor e pesquisador Fabiano de Abreu aponta que na verdade a questão além de complexa tem raízes profundas em nosso passado histórico e cultural: “O preconceito é sempre um assunto complexo, porque as opiniões são divergentes e oscilam. Contudo, sempre tento pensar de maneira cognitiva, baseado na lógica, nas estatísticas e na experiência, seja na minha própria ou de pessoas que conheci ao longo da vida, nos mais de 15 países em que estive. As diferenças sempre existiram. E tudo está relacionado com uma história, um passado, e o presente é reflexo disto. Na pré-história, as tribos duelavam entre si por diversos aspectos, e tem sido assim ao longo de toda a história, onde apesar de algumas se juntarem, sempre existiram as diferenças entre elas, e consequentemente o preconceito”.

Preconceito latente

Fabiano também ressalta que o preconceito é algo latente dentro de cada um de nós, independente da origem. Tem a ver com a percepção do diferente: “Em psicanálise diz-se que aquilo que está latente pode ser manifesto. Portanto, um preconceito latente (existente porém guardado) pode se manifestar e trazer aquilo à tona para o consciente das opiniões públicas.

As questões racial, religiosa, política e sexual são delicadas e é preciso ter cuidado ao se manifestar sobre elas. Como cada povo tem sua cultura, seus costumes, sua história ou aparência física, é natural que haja diferenças – e a diferença por si só causa estranheza, gera preconceito. O ser humano tem problema com o diferente, isso é fato, e é primitivo. O preconceito, portanto, pode ser de vários tipos e parte do grau de comparação, daquilo que é diferente do que você é ou do que você almeja ser. É assim desde sempre”.

O fim do preconceito está na força da razão

O filósofo aponta que a racionalidade é o melhor caminho para chegar ao tão sonhado fim do preconceito: “Sim, o preconceito está dentro de todo mundo. No entanto, nós somos humanos, animais racionais e, por determos o raciocínio, a razão, temos que procurar evoluir de acordo com as mudanças da sociedade. É importante sempre ter em mente que o preconceito é um mal que te impede de ver o bem em quem é diferente de você. Acredito que o preconceito deva ser resolvido de maneira racional e sem pressão. O fim do preconceito deve acontecer como o caminho do rio que, de uma forma natural, vai desaguar no mar. Está é uma evolução natural através da força da razão”.

Perfil

Fabiano de Abreu Rodrigues (nasceu dia 30 de Julho de 1981 no Rio de Janeiro) é um jornalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e personal branding luso-brasileiro. Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, uma das maiores agências de imprensa do Brasil. É também um respeitado correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional. Diretor da Coalizão Internacional do Imigrante (CIM) e atualmente detém o prêmio de melhor assessor de imprensa do Brasil e o jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países.

Como filósofo criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil. Lançou o livro ‘Viver Pode Não Pode Ser Tão Ruim’ no Brasil, Angola, Espanha e Portugal.

Sobre Carlos Augusto 9525 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).