Feira de Santana: Obras de Tarsila do Amaral ganham traços leves e diversidade na releitura das crianças do CMEI Paulino Martins

Alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Paulino Martins dos Santos durante projeto artístico.
Alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Paulino Martins dos Santos durante projeto artístico.
Alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Paulino Martins dos Santos durante projeto artístico.
Alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Paulino Martins dos Santos durante projeto artístico.

O pátio do Centro Municipal de Educação Infantil Paulino Martins dos Santos, do distrito de Maria Quitéria, se transformou em um rico espaço de produções artísticas na última sexta-feira (20/09/2019). Em uma exposição aberta à comunidade, foram apresentadas as obras assinadas pelas crianças de 3, 4 e 5 anos, durante o segundo trimestre letivo a partir do projeto “Manacá: fazendo arte com Tarsila do Amaral”.

A partir do projeto, os alunos fizeram releituras de grandes obras da artista em diversos formatos – instalações, artesanato, pintura, desenho, colagem, etc. Toda semana, eles exploravam um subtema e telas planejadas pelos professores a fim de conhecer todo o trabalho de Tarsila – sempre dando preferência às obras que ofereciam maior possibilidade de compreensão para a Educação Infantil.

O objetivo geral do Projeto “Manacá: fazendo arte com Tarsila do Amaral” é desenvolver nas crianças a linguagem oral, escrita e artística para possibilitar a representação do mundo real e do imaginário infantil. Tarsila foi a escolhida por ser considerada uma grande artista brasileira, de influência e repercussão internacional.

Os alunos do Grupo 4 – ou seja, de quatro anos – fizeram, por exemplo, releituras de duas grandes obras da artista: Carnaval em Madureira e Operários. No caso da primeira, a festa carioca foi substituída pela tradicional Micareta feirense realizada no bairro Tomba. O segundo, que traz rostos de vários operários negros em frente a um prédio industrial, foi substituído pelas faces dos próprios alunos, com sua unidade de ensino ao fundo.

“A partir de Operários, pudemos traçar paralelos entre as relações de trabalho e pensar qual a relação da criança com a escola; como elas se veem enquanto estudantes. Foi interessante também para eles compreenderem o Dia do Estudante, que foi um subtema dentro do projeto”, explica a coordenadora pedagógica do CMEI Paulino Martins, Iza Franco.

Cores, texturas e formas diferentes

Já a obra Cuca ganhou um tratamento diferente. Como a imagem causava medo nas crianças, elas foram instruídas a repensarem-na de uma forma mais harmoniosa, de modo que afastassem ou diminuíssem o medo que sentiam.

“A ideia era dar cores, texturas e formas diferentes a essa Cuca para que ela deixasse de amedrontar. Para que as crianças entendam que o medo existe, faz parte da vida, é um elemento a ser trabalhado também na escola, e a arte está aí para nos auxiliar nessas relações sociais com o desconhecido – o que dá alegria e medo também”, complementa Iza.

Para a coordenadora pedagógica, é fundamental estudar e conhecer a história da artista. “Ela tem tanto a falar sobre o nosso país. Seu trabalho retrata a realidade com elementos de fácil compreensão para as crianças pequenas, então isso também justifica sua escolha”, explica Iza.

Uma oficina de sentidos marcou o lançamento do projeto – um ambiente planejado e modificado com materiais diversos para exploração de cheiros, cores, sabores, imagens, texturas e sons. Sua meta foi proporcionar aos alunos experiências que lhes permitissem exercitar o uso dos seus sentidos e que também os levassem a fazer novas leituras do mundo, numa perspectiva artística.

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