Corpo de Alberto Goldman é velado na Assembleia Legislativa de São Paulo; Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin prestam homenagem

Alberto Goldman (São Paulo, 12 de outubro de 1937 — São Paulo, 1 de setembro de 2019) foi um político brasileiro filiado ao PSDB. Foi vice-governador de São Paulo entre 2007 e 2010, na chapa de José Serra, governador de São Paulo entre abril e dezembro de 2010, ministro de Estado do ex-presidente Itamar Franco e exerceu, na interinidade, a presidência nacional do PSDB. Também já foi filiado ao PCB, MDB e PMDB.

Alberto Goldman atuou como governador de São Paulo e ministro de Estado.

O corpo do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman está sendo velado na Assembleia Legislativa do estado (Alesp). A cerimônia deve ir até as 13:30 horas, quando será transportado para o Cemitério Israelita do Butantã, na zona oeste paulistana, onde ocorrerá o enterro, às 15h.

Goldman morreu no início da tarde de ontem (01/09/2019). Ele tinha 81 anos e estava internado desde 19 de agosto no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, após passar mal e ser submetido a uma cirurgia no cérebro. A assessoria de imprensa do político informou que ele foi ao hospital no dia 19 de agosto, como parte do tratamento de um câncer na região cervical, mas passou mal e exames constataram sangramento no cérebro. Foi então submetido a uma cirurgia e permaneceu internado.

Ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso presta homenagem

O ex-governador Alberto Goldman foi um homem direito e nunca se aproveitou da vida política, disse o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, ao sair da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde o corpo de Goldman está sendo velado.

“O Goldman sempre foi um grande político, uma grande pessoa que nunca se aproveitou da vida política. Sempre foi um homem direito, correto. Tinha causas, sempre acreditou nas causas públicas”, disse FHC.

De acordo com o ex-presidente, o Brasil precisa de mais gente como Goldman, com coragem, decisão e, que sobretudo, entenda o País.

Ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin presta homenagem

Os questionamentos do ex-governador de São Paulo e ex-presidente nacional do PSDB Alberto Goldman, que faleceu ontem na capital paulista, sobre o que tem acontecido no ninho tucano, servirão de reflexão para o partido neste momento. A afirmação é do também ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao chegar, no início da tarde desta segunda-feira, à Assembleia Legislativa do Estado, onde o corpo de Goldman está sendo velado.

“Goldman foi uma pessoa sempre coerente, numa linha só em defesa da democracia, do social, com um olhar para os mais humildes e para um Pais socialmente mais justo”, disse Alckmin, para quem “fica uma bela luz para orientar novos tempos”.

Serra ressaltou que a ausência do ex-governador de São Paulo é ainda mais sentida no momento em que o PSDB passa por mudanças radicais com o governador João Doria, desafeto de Alberto Goldman. “Ele foi um grande homem público, um batalhador na luta pela redemocratização e por um novo desenvolvimento do Brasil. Neste momento do PSDB e do Brasil, vai fazer mais falta ainda”, disse. Goldman, que tinha 81 anos, estava internado no Hospital Sírio-Libanês, onde passou por cirurgia em função de uma hemorragia no cérebro, mas não resistiu.

Conciliador. Mais cedo, o ex-prefeito da Capital e ex-ministro Gilberto Kassab (PSD) disse que Alberto Goldman era uma pessoa de grande formação (engenheiro) e participou de importantes decisões para o País e para a cidade de São Paulo. Na política, segundo Kassab, Goldman tinha perfil conciliador, convivendo com muita respeitabilidade com segmentos de extrema esquerda à extrema direita. E frisou que sua marcar era a conciliação, com trânsito entre vários espectros políticos.

Em nota, o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Fernando Lottenberg, destacou que o ex-governador de São Paulo pautou sua longa trajetória pública pela defesa de uma sociedade democrática e mais justa. “Sempre se identificou como judeu e tinha orgulho de sua história. Vai fazer falta”, frisou. Também em nota, o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), Luiz Kignel e o presidente-executivo da entidade, Ricardo Berkiensztat, lamentaram a morte de Goldman e disseram esperar que “sua lição de amor à vida pública sirva de luz e inspiração para outras gerações, e que estes possam contribuir para a construção de uma sociedade mais justa”.

Antes de enterro, Filho de Goldman diz que pai demonstrava indignação com ‘retrocessos’

O corpo do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB) foi enterrado às 16 h desta segunda-feira, 2, no Cemitério Israelita do Butantã, na zona oeste da capital paulista. Antes do enterro, Flávio, um dos cinco filhos do ex-governador, disse que o pai demonstrava indignação com os “retrocessos” políticos no Brasil até os últimos dias de vida.

“Ele indignava-se e revoltava-se inclusive com a situação trágica de retrocessos que vivemos hoje no Brasil”, disse Flávio, ao se despedir do pai. A pedido da família, o sepultamento teve uma cerimônia breve conduzida pelo rabino Yossi Alpern. O corpo estava cercado por amigos e parentes.

Síntese da trajetória de vida de Alberto Goldman

Alberto Goldman exerceu o cargo de governador do estado em 2010, após o então governador José Serra, de quem era vice, deixar o cargo para concorrer à Presidência da República. Durante o período como vice-governador, iniciado em 2007, também acumulou o cargo de secretário de Desenvolvimento.

Foi eleito deputado federal para seis mandatos, sendo um pelo antigo MDB, três pelo PMDB e dois pelo PSDB. Foi ainda ministro dos Transportes no governo Itamar Franco, entre 1992 e 1993.

Engenheiro civil formado Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), iniciou a carreira política como militante do movimento estudantil, chegando a ser filiado ao PCB, partido clandestino durante a época da ditadura militar. Participou ainda da campanha das Diretas Já, entre 1983 e 1984.

Goldman deixa dois filhos do casamento atual com Deuzeni Trisoglio e três do primeiro casamento, com Sarah Goldman.

O governador João Doria decretou luto oficial de três dias no estado.

Goldman será enterrado por volta das 15 horas desta segunda-feira, 2, no Cemitério Israelita do Butantã.

Com informações da Agência Brasil e de Ricardo Galhardo e Francisco Carlos de Assis, do Broadcast Político do Estadão.

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