Cavalos e tratadores treinam para as competições e julgamentos durante a 44ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana

Cavalos e tratadores, treinam no redondel do Parque de Exposição João Martins da Silva.
Cavalos e tratadores, treinam no redondel do Parque de Exposição João Martins da Silva.
Cavalos e tratadores, treinam no redondel do Parque de Exposição João Martins da Silva.
Cavalos e tratadores, treinam no redondel do Parque de Exposição João Martins da Silva.

Cavalos e tratadores, treinam no redondel do Parque de Exposição João Martins da Silva, em Feira de Santana, às competições realizadas pela raça mangalarga marchador, que foram iniciadas nesta quarta-feira (04/09/2019).

O título de grande campeão na Exposição Agropecuária de Feira de Santana, que será encerrada no próximo domingo, 8, tem o viés de potencializar a história do cavalo e do tratador. “Somos um time, né?”, diz Reinaldo Lima de Souza, o Nem.

Ele vai montar Tabuá do Mergulho, quatro anos, da Fazenda Maju, localizada em Jequié, que vai ser levado à apreciação dos árbitros pela primeira vez. Mesmo estreante na pista, o peão está confiante. “Viemos aqui para competir e vamos ganhar”.

Eles treinavam a prova de ação, uma das que compõem o leque desta competição. Segundo o tratador, vencer em Feira significa, inicialmente, dobrar o valor de mercado do animal, e abrir as entradas de parques de exposições em várias partes do país.

Criador do Santa Gertrudes vê na EXPOFEIRA oportunidade de bons negócios

“A Exposição Agropecuária de Feira de Santana (EXPOFEIRA) é uma oportunidade de bons negócios”, afirma o criador de gado bovino, Gustavo Barreto. Há cinco anos, o pecuarista do estado de Sergipe marca presença na mostra agropecuária com o gado Santa Gertrudis. Esta é uma raça sintética, formada da combinação entre as raças Brahman e Shorthorn. Sua característica é a rusticidade, precocidade e ganho de peso.

“É um gado que satisfaz o mercado consumidor e dá lucro ao produtor. Os animais Santa Gertrudis têm habilidade materna, os bezerros nascem pequenos, porém são mais pesados, ativos, rapidamente estão mamando e com rápido desenvolvimento. Também são resistentes ao ataque de parasitas e são precoces – emprenham mais rápido e ficam prontos mais cedo para o consumo”, explica o pecuarista.

Há 40 anos na criação do gado Santa Gertrudis, nos municípios de Japaratuba e Carira, ambos em Sergipe, Gustavo Barreto destaca outras características destes animais, cuja estatura e peso chamam a atenção – os bezerros nascem com peso médio de 34 kg e são desmamados aos sete meses com 240 kg. A alta capacidade de engorda os tornam prontos para o abate por volta dos dois anos de idade. Sua pelagem é vermelha e os pêlos são curtos e lisos.

São animais inseminados a partir das melhores matrizes. Dos dez exemplares da raça que trouxe à Expofeira, cinco já foram comercializados, sendo duas novilhas no valor de R$ 8 mil, cada; e três garrotes de R$ 15 mil, cada. Entre os animais que ainda estão à venda um touro de cinco anos se destaca, cujo peso é 1,5 toneladas. Seu valor é R$ 18 mil.

“É um gado que se adapta a qualquer região, uma vez que é resultado do cruzamento de animais de origem zebuína e europeia. Os primeiros cruzamentos ocorreram no estado do Texas, nos Estados Unidos”, acrescenta o pecuarista destacando que esses animais chegam a produzir mais de dez crias durante sua vida útil.

Animais passam por vistoria ao desembarcar no Parque de Exposição

Bovinos, equinos e caprinos, além das aves, ao desembarcarem no Parque de Exposição João Martins da Silva passam pela fiscalização da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

Os veterinários observam a documentação dos animais – Guia de Trânsito Animal – se estão devidamente vacinados, submetidos a exames específicos e isentos de doenças infectocontagiosas – a exemplo de carrapatos. É inspecionando, inclusive, o estado nutricional.

“É uma exigência do órgão, que todos os animais ao desembarcar passem pela vistoria. Essa é uma medida preventiva para evitar que doenças infectocontagiosas se propaguem na Bahia”, explica o veterinário Genilson Franco.

De acordo com ele, caso seja identificado alguma anormalidade no animal ou na sua documentação, não será permitida a participação na Exposição Agropecuária de Feira de Santana. O animal permanece isolado até que seja retirado do parque.

O veterinário acrescenta que “enquanto chegar animais no parque estaremos trabalhando”.  Até a tarde desta quarta-feira, 4, 872 animais já haviam passado pela fiscalização, sendo 55 caprinos; 548 equinos; 107 bovinos; 152 ovinos e dez aves. A Expofeira segue até domingo, 8.

Redação do Jornal Grande Bahia
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