Temor de recessão global derruba bolsas e faz dólar disparar no Brasil

Moeda americana superou barreira dos R$ 4 e Banco Central retoma venda de dólares à vista, o que não acontecia desde 2009. Números decepcionantes das economias da Alemanha e da China pressionaram mercados.
Moeda americana superou barreira dos R$ 4 e Banco Central retoma venda de dólares à vista, o que não acontecia desde 2009. Números decepcionantes das economias da Alemanha e da China pressionaram mercados.
Moeda americana superou barreira dos R$ 4 e Banco Central retoma venda de dólares à vista, o que não acontecia desde 2009. Números decepcionantes das economias da Alemanha e da China pressionaram mercados.
Moeda americana superou barreira dos R$ 4 e Banco Central retoma venda de dólares à vista, o que não acontecia desde 2009. Números decepcionantes das economias da Alemanha e da China pressionaram mercados.

A divulgação nesta quarta-feira (14/08/2019) de dados econômicos decepcionantes da China e da Alemanha provocaram turbulências nos mercados financeiros de todo o planeta. No Brasil, o dólar comercial fechou acima de 4 reais pela primeira vez desde maio, e a bolsa de valores chegou a ficar abaixo dos 100 mil pontos em alguns momentos do dia.

Além disso, O Banco Central brasileiro anunciou que pretende vender dólares à vista das suas reservas internacionais, uma operação que não acontecia desde fevereiro de 2009, quando a economia global sofria com os efeitos de uma crise internacional.

A moeda norte-americana encerrou esta terça-feira vendida a 4,04 reais, com alta de 0,074 (1,86%) em apenas um dia.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia com queda de 2,94%, aos 100.258 pontos. Por volta das 16h, o indicador chegou a ficar abaixo da barreira de 100 mil pontos, mas o ritmo de queda estabilizou-se nos minutos finais de negociação.

Mercados

Os mercados financeiros globais registraram fortes movimentos de fuga após a divulgação de que o Produto Interno Bruto na Alemanha recuou 0,1% no segundo trimestre em relação ao período anterior. Os dados alimentaram o temor que a maior economia da Europa está à beira da recessão.

Na China, segunda maior economia do planeta, a produção industrial cresceu 4,8% em julho sobre o mesmo mês do ano passado. Esse é o menor ritmo mensal de crescimento desde fevereiro de 2002. Influenciada pela queda nas compras de automóveis, as vendas no varejo na China cresceram 7,6% em julho, menos que o esperado.

Na Europa, a bolsa de Londres caiu 1,42%, a de Frankfurt recuou 2,19%, e a de Paris teve retração de 2,08%. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, caiu 3,05% nesta quarta-feira. Perdas nos mercados de países desenvolvidos fazem os investidores retirarem dinheiro de mercados emergentes, como o Brasil.

*Com informações do DW.

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Sobre Carlos Augusto 9607 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).