Problemas do sono atingem 45% do mundo; No Brasil, número sobe para 63%

Kenya Felicíssimo, delegada-Brasil da Sociedade Mundial do Sono, através da Associação Mundial de Medicina do Sono.

Kenya Felicíssimo, delegada-Brasil da Sociedade Mundial do Sono, através da Associação Mundial de Medicina do Sono.

Os problemas ligados ao sono constituem uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de até 45% da população mundial, de acordo com a Sociedade Mundial do Sono. Apesar da maioria dos distúrbios, como ronco e apneia (parada respiratória durante o sono), ser evitável ou tratável, menos de 33% dos pacientes procuram ajuda profissional, segundo o órgão. A nível nacional, o Instituto do Sono aponta que 63% dos brasileiros têm algum problema relacionado ao sono.

As pesquisas alertam que estes distúrbios prejudicam o bem-estar físico, cognitivo e emocional do indivíduo. “O déficit de sono é um problema de saúde pública que gera inúmeras complicações, como fadiga, estresse, sonolência diurna excessiva, dificuldade de concentração, aumento de acidentes de trabalho (700% maior) e de trânsito (60% são motivados por sono e cansaço)”, esclarece Kenya Felicíssimo, Delegada-Brasil da Associação Mundial do Sono.

A especialista em sono acrescenta que pesquisas recentes já mostram a importância do sono para a saúde do cérebro, pois é durante o repouso que o órgão elimina toxinas. Além disto, dormir bem também é a chave para combater a obesidade. Um estudo da UNIFESP aponta que noites mal dormidas elevam em 24% a sensação da fome e 23% o apetite; a vontade de comer alimentos com muito carboidrato aumenta de 33 para 45%. A privação do sono reduz os níveis de leptina (hormônio da saciedade) e aumenta os de grelina (da fome). Há variáveis também nas taxas de cortisol (do estresse) em quem dorme mal.

Tratamentos

A especialista esclarece que muitos destes distúrbios, como o ronco e a apneia do sono, podem ser tratados por medidas comportamentais, como posição para dormir, emagrecer ou não fazer uso de bebida alcoólica e do cigarro antes de dormir; por cirurgias, em casos com indicação médica; ou com dispositivo físico, como no caso do uso do aparelho intraoral, um dispositivo pequeno e inovador que promove a liberação das vias aéreas.

Segundo a Associação Brasileira do Sono, 24% dos homens e 18% das mulheres de meia-idade roncam. Acima dos 60 anos, o percentual aumenta para 60% e 40%, respectivamente. O Instituto do Sono aponta que existem 40 milhões de brasileiros portadores da apneia, distúrbio que pode levar a problemas cardíacos, como pressão alta e infarto do miocárdio. A nível mundial, de acordo com a Sociedade Mundial do Sono, a prevalência da apneia em adultos, de 30 a 70 anos, é de 26% a 34% em homens; e de 17% a 28% em mulheres.

Núcleo viabiliza tratamento para ronco e apneia com custo reduzido

Pioneira em Odontologia do Sono na Bahia, Kenya Felicíssimo coordena, em outubro de 2019, um curso de imersão em Odontologia na Medicina do Sono. A ação, promovida pelo Núcleo Pós-Graduação em Odontologia, oferta a portadores de ronco e apneia o tratamento do aparelho intraoral com custo reduzido. Os interessados devem se inscrever até 6 de setembro, através dos telefones (71) 3353-3014 e 98822-9115 ou do site www.voupararderoncar.com.br. Vagas limitadas.

Sobre Kenya Felicíssimo

Kenya Felicíssimo, delegada-Brasil da Sociedade Mundial do Sono, através da Associação Mundial de Medicina do Sono. É cirurgiã-dentista e pioneira em Odontologia do Sono na Bahia, com título emitido pela Associação Brasileira do Sono (ABS). É doutora em Biotecnologia pela UFBA e especialista em Ortodontia e Radiologia pela Academia Brasileira de Medicina Militar. Atua no tratamento de distúrbios do sono e em Ortodontia. É CEO da MK Inovare, empresa pioneira no Brasil em projetos de PD&I na área de distúrbios do sono.

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