Presidente da França convoca G7 para discutir “crise internacional” causada por incêndios na Amazônia; Governo Bolsonaro é acusado de genocídio da natureza

Presidente Jair Bolsonaro pode ter que responder por crime contra os direitos humanos. Governante de extrema-direita adotou discurso e política de degradação do meio ambiente, além de agir contra os direitos dos povos tradicionais.
Presidente Jair Bolsonaro pode ter que responder por crime contra os direitos humanos. Governante de extrema-direita adotou discurso e política de degradação do meio ambiente, além de agir contra os direitos dos povos tradicionais.
Presidente Jair Bolsonaro pode ter que responder por crime contra os direitos humanos. Governante de extrema-direita adotou discurso e política de degradação do meio ambiente, além de agir contra os direitos dos povos tradicionais.
Presidente Jair Bolsonaro pode ter que responder por crime contra os direitos humanos. Governante de extrema-direita adotou discurso e política de degradação do meio ambiente, além de agir contra os direitos dos povos tradicionais.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse na noite de quinta-feira (22/08/2019) que os incêndios na Amazônia constituem uma “crise internacional” e marcou uma reunião com membros do G7 para “falar sobre essa emergência”, na cúpula de Biarritz (sudoeste da França) neste fim de semana.

“Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão do nosso planeta que produz 20% do nosso oxigênio, está em chamas. É uma crise internacional. Membros do G7: vejo vocês em dois dias para falar sobre essa emergência”, escreveu o chefe de Estado no Twitter.

Nesta mensagem, Macron faz referência a uma frase pronunciada em 2002 pelo ex-presidente Jacques Chirac: “A nossa casa queima e estamos olhando para outro lado”.

O tuíte de Macron foi postado poucos minutos depois de uma mensagem semelhante do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

“Estou profundamente preocupado com os incêndios na floresta amazônica. Em meio à crise climática global, não podemos permitir mais danos a uma fonte importante de oxigênio e biodiversidade”, disse Guterres no Twitter. “A Amazônia deve ser protegida”, enfatizou o secretário-geral da ONU.

O encontro do G7, que reúne de 24 a 26 de agosto os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, mais a União Europeia, terá como tema central “a luta contra as desigualdades”.

Uma anticúpula, com representantes da sociedade civil, começou na quarta-feira (21) em Hendaye e Irun, cidades do país basco próximas de Biarritz. Os participantes criticam as políticas neoliberais do grupo dos sete mais ricos, alegando que elas têm contribuído para acentuar as desigualdades, agravar a pobreza e o desequilíbrio climático.

As imagens dos milhares de focos de incêndio registrados nos últimos dias na Amazônia, e a acusação reiterada pelo presidente Jair Bolsonaro de que eles seriam provocados pelas ONGs, geraram intensa repercussão na Europa. A TV francesa exibiu ao longo desta quinta-feira longas reportagens sobre as queimadas, considerando a situação no Brasil “uma ameaça maior ao planeta”.

*Com informações da RFI.

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