Petrobras diz que busca reverter suspensão pela CVM de oferta de R$ 3 bilhões em debêntures

Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, conduz desastrosa gestão.Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, conduz desastrosa gestão.
Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, conduz desastrosa gestão.

Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, conduz desastrosa gestão.

A Petrobras disse que “está tomando as medidas cabíveis para reverter” a suspensão pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de uma oferta de 3 bilhões de reais em debêntures que visa financiar atividades de exploração e produção de petróleo e fortalecer seu caixa.

A CVM anunciou na sexta-feira a suspensão por até 30 dias da transação, alegando que a estatal infringiu regra que estabelece que empresas e instituições envolvidas em ofertas públicas devem se abster de manifestação na mídia sobre a operação ou a ofertante até sua conclusão.

O movimento da reguladora de mercado veio após a diretora-executiva de Finanças e Relacionamento com Investidores da Petrobras, Andrea Almeida, ter participado na terça-feira de entrevista transmitida ao vivo pelo YouTube realizada pela XP Investimentos, uma das coordenadoras da oferta.

Em comunicado na noite de sexta-feira, a Petrobras disse que tentará retomar a oferta e que “está avaliando as consequências no cronograma”, prometendo manter o mercado “devidamente informado sobre ajustes que se fizerem necessários”.

A companhia ainda esclareceu que “investidores que já tenham aderido à oferta, se assim desejarem, terão o prazo de cinco dias úteis para desistir do investimento”.

Durante a entrevista a analistas da XP, a executiva da Petrobras comentou as estratégias da atual gestão da empresa e, ao fim, recomendou a investidores que comprem ações da companhia, projetando boas perspectivas à frente.

“Eu acho que a gente tem uma oportunidade brilhante aí no mercado…comprem a ação”, afirmou Almeida, citando ainda acreditar que a petroleira vai cumprir as metas do seu plano estratégico.

Em seu comunicado, a Petrobras destacou que “o investidores deve basear sua decisão de investimento na documentação da oferta” e em informações divulgadas pela companhia ao mercado, “desconsiderando informações por parte de seus representantes”.

Segundo a companhia, esse comentários “podem conter impressões pessoais não adstritas a aspectos técnicos e sem apresentar aos potenciais investidores os riscos inerentes aos valores mobiliários emitidos”.

A emissão de debêntures foi aprovada pelo conselho da Petrobras no final de julho. A emissão prevê até três séries, com vencimento em setembro de 2029, setembro de 2034 e setembro de 2026.

*Com informações da Agência Reuters.

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