Parlamentares criticam ‘fake news’ disseminada pelo presidente Jair Bolsonaro para atacar a Noruega

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Presidente Jair Bolsonaro ganhou o título de ‘Rei do Fake News’. Governante é reconhecido como mentiroso contumaz.
Presidente Jair Bolsonaro ganhou o título de ‘Rei do Fake News’. Governante é reconhecido como mentiroso contumaz.
Presidente Jair Bolsonaro ganhou o título de ‘Rei do Fake News’. Governante é reconhecido como mentiroso contumaz.
Presidente Jair Bolsonaro ganhou o título de ‘Rei do Fake News’. Governante é reconhecido como mentiroso contumaz.

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara criticaram pelas redes sociais as recentes declarações e ações do presidente Jair Bolsonaro, que vem prejudicando investimentos na área da conservação do meio ambiente no País, e destruindo a reputação do Brasil no setor. Entre as sandices destacadas, está uma postagem feita pelo atual presidente em resposta a decisão do governo da Noruega de cortar R$ 133 milhões para o Fundo da Amazônia. Bolsonaro publicou um vídeo de uma matança de baleias em uma ilha Dinamarquesa (Ilhas Faroë), atribuindo o fato a Noruega.

A postagem de Bolsonaro teria o objetivo de “comprovar” crítica feita por ele na última quinta-feira (15/08/2019), quando acusou a Noruega de não ter compromisso com o meio ambiente. Segundo o presidente brasileiro, o país nada teria a ensinar ao Brasil porque “mata baleia” e “explora petróleo”.

O país escandinavo não concorda com a intenção do governo brasileiro de alterar a destinação do Fundo, que atualmente financia somente ações de preservação ambiental. Além da Noruega, a Alemanha também cortou R$ 155 milhões.

Sobre os ataques do governo a preservação da Amazônia, motivo do corte de recursos para o Fundo, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) – coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional – destacou que a proteção a floresta é benéfica para o mundo, e mais ainda para o Brasil.

“A destruição da Amazônia beneficia apenas alguns poucos ruralistas e grandes mineradoras, mas por tempo limitado. Sua preservação, por outro lado, pode trazer benefícios ambientais para o mundo, sociais e econômicos para todo o Brasil”, observou.

Já em relação a postagem sobre a ‘matança das baleias’, a deputada Margarida Salomão (PT-MG) disse que a manifestação de Bolsonaro é uma “vergonha”. “Engano? Nada disso. Bolsonaro mente. O presidente da República não tem qualquer compromisso com a verdade. Por isso, não faz qualquer óbice a mentir, distorcer, subverter a realidade. Vergonha”, afirmou.

Na mesma linha, o deputado Pedro Uczai (PT-SC) reafirmou que o vídeo postado por Bolsonaro é “mais uma vergonha internacional”. “Bolsonaro faz mais uma postagem ridícula ofendendo a Noruega e é desmentido pela imprensa alemã por espalhar fake news”, disse o petista ao lembrar que a ação de Bolsonaro foi classificada pela mídia alemã como uma notícia falsa.

Prejuízo a imagem do Brasil
O deputado José Guimarães (PT-CE) declarou no Twitter que “Bolsonaro causa a cada 20 horas um vexame ao Brasil”. “E a cada dois dias um vexame internacional. Esse tipo de governo precisa ser interditado”, defendeu.

O deputado Patrus Ananias (PT-MG) destacou que as ações do governo Bolsonaro que incentivam a destruição da Amazônia podem render graves prejuízos ao País. “Calcula-se que o Brasil perderia 5 trilhões de reais em exportações, se a desastrosa política ambiental seguir em frente”, observou.

Garimpo na Amazônia

Deputados petistas também criticaram a proposta de Bolsonaro de liberar os garimpos na floresta Amazônica, inclusive em áreas indígenas.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) lembrou que Bolsonaro já foi garimpeiro, e que a fixação dele na defesa da atividade é uma ameaça a preservação da floresta e dos povos indígenas que nela vivem. “Vocês sabiam que Bolsonaro foi garimpeiro? É daí que vem a fixação de legalizar o garimpo em terras indígenas. A nova corrida pelo ouro por ele incentivada coloca em risco a Amazônia e causará genocídios contra indígenas. Temos que impedir esses crimes! ”, afirmou.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) lamentou que “fogo na floresta, corte ilegal de madeira, mineração em áreas indígenas é o cotidiano da Floresta Amazônica no governo Bolsonaro”.

Reação dos governadores da Amazônia Legal

Os governadores de estados que compõem a Amazônia Legal lamentaram em nota divulgada nesse domingo (18) as ações do governo Bolsonaro que levaram ao corte de recursos para o Fundo da Amazônia, que financiam ações de preservação ambiental na região.

Representando Consócio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), criticou as ações do governo Bolsonaro para a região e disse que o consórcio vai negociar diretamente com a Alemanha e Noruega a retomada dos investimentos.

Além do governador do Amapá, fazem parte do consórcio os governadores do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

*Com informações de por Helder Lima, da RBA.

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