Feira de Santana: ProAr registra aumento no atendimento durante inverno

Logomarca da Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS), referente ao Governo Martins de 2018 a 2020.
Logomarca da Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS), referente ao Governo Martins de 2018 a 2020.

De maio a agosto, meses que registram baixas temperaturas, naturalmente cresce a demanda no ProAr, Programa de Controle do Asma e da Rinite Alérgica, que atende pacientes com asma grave, que é a inflamação crônica das vias aéreas.

O atendimento é oferecido pela Prefeitura de Feira de Santana, no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Leda, início da rua Geminiano Costa – em frente ao prédio onde funcionou o Feira Tênis Clube.

Para ser atendido na unidade, o paciente deve ser encaminhado por um clínico geral dos postos de saúde para a Central de Regulação do Município, que comunica o dia da consulta à pessoa.

Nestes três meses mais frios é comum as pessoas ficarem mais próximas umas das outras, não abrir as portas das suas casas, condições que aumentam a possibilidade de pegarem resfriado ou gripe.

Ao ProAr, diz o pneumologista Ivan Silva Júnior, são encaminhados os pacientes com casos graves que necessitam de tratamento de longo prazo e não apenas o controle da crise – que é feito numa emergência.

A partir do atendimento feito no ProAr, diz o médico, houve uma significativa queda nas idas às emergências. “Se fizer o tratamento adequado, o paciente não entra em crise grave”.

Devidamente medicado e orientado, as idas aos hospitais caem a 10% dos casos, estima ele. “As crises são resolvidas na casa dos pacientes, mesmo”. O tratamento controla a ida à emergência.

No ProAr o paciente recebe gratuitamente medicamentos e a bombinha, que é um spray ou um inalador dosimetrado, ou seja, que quando acionado, libera uma pequena dose da substância presente em seu interior.

Ele informa que, com base em estatística médicas, 30% da população tem asma – em Feira de Santana as projeções indicam a possibilidade de que 180 mil pessoas tenham a doença, que não tem cura, mas é possível controlar as crises com as medicações corretas.

São mais de sete mil cadastrados no ProAr – justamente aqueles que desenvolvem crises mais fortes da doença, que são atendidos por dois pneumologistas e por uma pneumopediatra.

Ivan Silva Júnior também destaca o trabalho realizado pelas enfermeiras do programa, que considera eficientes quando da orientação dos pacientes.

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