Ex-alunos de Direito do juiz Antônio Henrique da Silva enviam manifesto em defesa da atuação do magistrado e destacam valoração da ética e da moral na conduta comunitária

Juiz de Direito Antônio Henrique da Silva tem atuação como professor destacada por ex-alunos de Direito da FACESF. Eles afirmaram que conduta e as ideias do magistrado foi exemplar.
Juiz de Direito Antônio Henrique da Silva tem atuação como professor destacada por ex-alunos de Direito da FACESF. Eles afirmaram que conduta e as ideias do magistrado foi exemplar.
Juiz de Direito Antônio Henrique da Silva tem atuação como professor destacada por ex-alunos de Direito da FACESF. Eles afirmaram que conduta e as ideias do magistrado foi exemplar.
Juiz de Direito Antônio Henrique da Silva tem atuação como professor destacada por ex-alunos de Direito da FACESF. Eles afirmaram que conduta e as ideias do magistrado foi exemplar.

Foi enviado nesta sexta-feira (09/08/2019) ao Jornal Grande Bahia (JGB) manifesto assinado por ex-alunos de Direito Faculdade de Ciências Humanas e Exatas do Sertão do São Francisco (FACESF). No documento, eles destacam a atuação do professor e juiz de Direito Antônio Henrique da Silva, cuja conduta foi marcada pela defesa de uma formação ética e moral, sendo exemplo de membro ativo de uma sociedade que necessita passar por profundas transformações, em decorrência do acentuados níveis de desigualdade social.

“Gostaríamos de agradecê-lo por ter sido demasiada redundante em seus ensinamentos sobre valores éticos e morais durante as aulas ministradas e, também, dizer-lhe que, neste sentido, muito mais acrescentou para a nossa formação profissional e pessoal, preparando-nos para a realidade que vivenciamos na prática diuturnamente através do seu exemplo”, registram em manifesto os ex-alunos do juiz Antônio Henrique.

Confira ‘Carta aberta dos ex-alunos do professor Antonio Henrique na graduação em Direito na FACESF’

“Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor“.

O comentário é do arcebispo Desmond Tutu, acima transcrito, falando do movimento Apartheid em seu país natal, é um acicate no estado de letargia ética em que vive a sociedade.

Portanto, nós, ex-alunos do Professor Antônio Henrique da Silva, na graduação do curso de Direito pela Faculdade de Ciências Humanas e Exatas do vale do São Francisco (FACESF), não podemos no omitir diante das acusações imputadas em seu desfavor e publicadas em veículo de comunicação virtual, nos sentindo moralmente obrigados a manifestar-se acerca de sua personalidade e postura durante a vasta experiência que tivemos em sua companhia acadêmica.

A princípio, gostaríamos de agradecê-lo por ter sido demasiada redundante em seus ensinamentos sobre valores éticos e morais durante as aulas ministradas e, também, dizer-lhe que, neste sentido, muito mais acrescentou para a nossa formação profissional e pessoal, preparando-nos para a realidade que vivenciamos na prática diuturnamente através do seu exemplo.

Ademais, gostaríamos de tornar público que o Magistrado em questão foi nosso professor durante um ano e seis meses, jamais tendo se comportado de maneira reprovável. Pelo contrário, sempre se portou como um docente essencialmente cordial e acessível com os alunos, demais professores e funcionários em geral da referida instituição de ensino superior.

Quando necessário, rígido, mas jamais sem perder o senso de respeito e justeza.

Definimos sua personalidade como um ser extremamente cortês, equilibrado, ético e competente. Um exemplo de cordialidade, ou como amiúde se diz na prática forense, de urbanidade.

Jamais poderemos esquecer o quanto prazeroso foi assistir às suas aulas. Inclusive, queremos pontuar que assiduidade foi outra característica marcante em sua atividade profissional acadêmica. Também, sua preocupação em sempre se manter atualizado com as alterações frequentes que ocorrem no nosso ordenamento jurídico, repassando-as aos seus alunos, mostrando-se um verdadeiro e incansável estudioso do Direito.

Além disso, alguns de nós, abaixo assinados, tivemos ainda a experiência de estagiarmos em Vara onde atuara o Magistrado à época da graduação. Por conseguinte, podemos atestar com grande precisão que seu comportamento na atividade jurisdicional em nada se dissocia da personalidade descrita acima.

Diante de todo o exposto, questionamos a veracidade dos depoimentos tomados em seu prejuízo, por em nada retratar o Magistrado e Professor Antônio Henrique, com quem tivemos o privilégio de conviver academicamente, alguns inclusive como seus estagiários, vale repetir, por ano e meio.

Por derradeiro, mesmo remanescendo dúvidas quanto a todas as acusações, sobre o tópico “SINCERISSÍDIO”, queremos destacar que vivemos em um Estado Democrático de Direito, em que é a livre manifestação do pensamento, constitucionalmente garantida, inclusive em cláusula pétrea, hierarquicamente superior a qualquer diploma legal, seja qual for sua natureza jurídica. E, não é demais dizer, que seu eventual afastamento da Magistratura certamente trará severo prejuízo à prestação jurisdicional, por seu grande saber jurídico, sem se olvidar que isto se constituirá em um enorme desserviço à sociedade.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9375 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).