Em 1992, durante Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, Fidel Castro discursou sobre a degradação do bioma da Floresta Amazônica pela sanha destruidora do capitalismo

Presidente Fidel Castro palestra durante Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), ocorrida de 3 a 14 de junho de 1992.
Presidente Fidel Castro palestra durante Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), ocorrida de 3 a 14 de junho de 1992.

Durante um breve discurso proferido durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), em 12 de junho de 1992, o então presidente de Cuba, Fidel Castro, alertou sobre o caos ambiental atual que ameaça o “pulmão do mundo”.

Vinte e sete anos após esse acontecimento, as palavras do político revolucionário cubano são relevantes e atuais face à destruição e ao fogo descontrolado que destrói a Amazônia há mais de duas semanas.

Em julho de 1992, perante presidentes e representantes de 170 países, Fidel proferiu esse discurso que hoje viralizou nas redes sociais.

Na época, ele culpou as sociedades de consumo por serem a causa da “atroz destruição do meio ambiente”.

“As florestas estão desaparecendo, os desertos estão se espalhando, bilhões de toneladas de terra fértil acabam no mar todos os anos. Várias espécies estão se extinguindo. A pressão demográfica e a pobreza levam a esforços desesperados para sobreviver, mesmo à custa da natureza. Não é possível culpar os países do terceiro mundo, as colônias de ontem, as nações exploradas e saqueadas de hoje, por uma ordem econômica mundial injusta”, disse o falecido presidente cubano.

Previsões anteriores

Contudo, este não foi o único momento em que Castro falou da catástrofe que se aproximava. Após a cúpula da ONU, realizada no Rio de Janeiro, muitos outros discursos aconteceram, entre eles o de 30 de junho de 1999, quando o Brasil também definiu o tipo de mundo que é necessário para a sobrevivência da humanidade.

“Um mundo que pode ter um pouco de água potável; um mundo que tem o ar que pode respirar; um mundo que pode adquirir os alimentos necessários; um mundo que com sua rica tecnologia é capaz de produzir os telhados que as pessoas precisam para viver, as escolas que as crianças precisam para se educar, os medicamentos para preservar a saúde de seus habitantes, a assistência médica indispensável para todos, crianças, jovens e idosos”, disse Castro.

Além disso, durante a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e à Seca em 2003, o então líder cubano voltou a atacar as sociedades de consumo e advertiu que nas próximas cinco ou seis décadas “as reservas de combustíveis fósseis se esgotarão”.

As reflexões de Castro, já naquela época, adverte que um dia a humanidade tomará consciência deste problema, “embora isso possa ser tarde demais”.

Com informações da Agência Sputnik.

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