Da abertura ao encerramento, os principais momentos da edição 2019 da Feira Literária de Mucugê

Encontro de Curadores de Festas Literárias na Fligê.Encontro de Curadores de Festas Literárias na Fligê.
Abertura da edição 2019 da Feira Literária de Mucugê contou com a presença de Jerônimo Rodrigues, secretário estadual da Educação da Bahia

Abertura da edição 2019 da Feira Literária de Mucugê contou com a presença de Jerônimo Rodrigues, secretário estadual da Educação da Bahia.

Com direito à solenidade oficial, conferência e sarau, a abertura da quarta edição da Feira Literária de Mucugê (Fligê), na noite desta quinta-feira (15/08/2019), foi uma amostra do que vai ocorrer na histórica cidade da Chapada Diamantina até o próximo domingo (18). Este ano, o evento presta homenagem ao Poeta dos Escravos, o baiano Castro Alves, e deve atrair, nas 72 horas de programação, mais de cinco mil pessoas.

Conduzida pelos secretários estaduais de Cultura, Arany Santana, e da Educação, Jerônimo Rodrigues, bem como pela curadora do evento, Ester Figueiredo, e escritores e artistas convidados, a solenidade de abertura foi realizada no Centro Cultural.

De acordo com Arany, a feira tem objetivos específicos a cada edição, mas existe um propósito geral que se repete em todas as Fligês. “O Governo do Estado tem apoiado inúmeras feiras que, felizmente, têm se proliferado pelo interior da Bahia. É uma feira que atrai um público de toda a Chapada, principalmente estudantes e artistas locais, e é importante tanto para cultura como para a educação”, destacou Arany.

Para Jerônimo, diversos pontos positivos da Fligê têm ligação direta com a atuação da Secretaria da Educação. “Um deles é o estímulo à leitura desde a infância, tão salutar para que as crianças façam boas escolhas e tenham amor pelos livros. Feiras como essa estimulam isso, por meio das oficinas, debates, workshops, declamações, músicas e outras atividades”, listou o secretário.

Responsável pela curadoria da Fligê desde 2016, Ester salientou que montar a feira em homenagem a Castro Alves foi um verdadeiro desafio. “Castro Alves é um poeta de múltiplas facetas e algumas delas são desconhecidas do grande público. Foi um abolicionista, abordou a natureza, mas também foi um escritor de peças de teatro. Então, nessa Fligê, ele será apresentado com ajuda dos artistas que protagonizam a feira, ainda como um escritor e produtor teatral”.

Moradora de Lençóis, a musicista Odilaine Botelho já conhecia a feira, mas se surpreendeu com a edição deste ano. “Vim na primeira Fligê, em 2016, e volto agora, em 2019, com o sentimento de surpresa. Não esperava essa estrutura, que está linda, bem dividida e perfeita para que todos aproveitem”, apontou a turista.

Noite especial

Ainda no Centro Cultural, a conferência ‘Castro Alves: o filho da terra em imagens afrofuturistas’ discutiu com a plateia o que a prosa e a poesia de Castro Alves podem oferecer ao diálogo com as distopias afrofuturistas. As provocações feitas pelo dramaturgo e estudioso da obra do poeta, o romantista baiano Edvard Passos, ressaltaram os conflitos e contradições presentes no texto de crítica social de Castro Alves.

Já na Praça dos Garimpeiros, o Sarau do Poeta, liderado pelo ator Jackson Costa (pandeiro e poesia) e pelos músicos Sidney Argolo (percussão), Joaquim Carvalho (violão e voz) e Dinho Sant’Ana (violino e bandolim), colocou a plateia para dançar na noite fria mucugeense.

FLIGÊ sedia 1º Encontro de Curadores e Organizadores de Festas Literárias da Bahia 

A Feira de Literatura de Mucugê (FLIGÊ), na Chapada Diamante, promoveu nesta sexta-feira (16/08/2019), na Câmara Municipal, o 1º Encontro de Curadores e Organizadores de Festas Literárias da Bahia. O encontro buscou debater o fortalecimento dos eventos culturais, assim como a criação de novas propostas, discutindo conceitos, calendário e alternativas de financiamento. O encontro contou com a participação dos secretários estaduais Jerônimo Rodrigues, da Educação, e Arany Santana, da Cultura; da curadora da FLIGÊ, Ester Figueiredo; do deputado federal Waldenor Pereira; e de representantes culturais de feiras literárias de municípios como Canudos, Castro Alves, Palmeiras, Jequié, Feira de Santana, Caetité e Barra da Estiva, além de secretários municipais, educadores, artistas e editoras.

O secretário Jerônimo Rodrigues destacou a importância do encontro para o crescimento das Feiras Literárias no Estado. “Queremos iniciar um momento de discussão para termos algumas definições sobre o conceito das feiras. Não é padronizarmos o evento, mas garantir alguns pilares que ajudem na concepção de novas feiras. Também pretendemos criar um calendário mínimo para evitar um choque de datas para termos um calendário com um roteiro. Nossa proposta ainda é sistematizar as experiências para que tenhamos as boas práticas registradas para que sirvam como referência, além de compartilhamento de um plano de comunicação e a busca de alternativas no financiamento das feiras”, contou.

Para a secretária Arany Santana, o encontro marca a entrada definitiva da Educação nas festas literárias. “A FLIGÊ mostra sua maturidade quando apresenta um encontro que tem o objetivo de ampliar essa rede cultural pela Bahia. Nós, da Cultura, que já estamos neste caminho, recebemos a Educação com uma grande perspectiva de fortalecimento das feiras literárias que podem agregar muito ao processo de aprendizagem de estudantes na Bahia”, disse.

O diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, ressaltou como os curadores e organizadores devem se adaptar às novas ansiedades da juventude. “Neste trabalho, temos que buscar atrair os jovens. Temos que perceber que alguns tipos de palestras podem ser entediantes, que o livro físico pode não ser o suporte ideal e entender quais as suas perspectivas. Por isso, esse trabalho é fundamental para discutirmos, também, critérios de como planejar a melhor programação”, salientou.

O organizador da Festa Literária de Canudos (FLICAN), Luís Paulo Neiva, também falou sobre este alinhamento. “Esta proposta é fundamental para o surgimento de novas festas literárias, porque podemos trocar experiências e proporcionar uma ajuda mútua, sabendo que o financiamento é importante, mas que, de forma coletiva, podemos proporcionar a realização das feiras. Nossa primeira edição será entre 21 e 24 de novembro, e há três anos venho visitando a FLIGÊ. Por isso, acredito neste intercâmbio e diálogo”, relatou.

Estudantes movimentam segundo dia da Feira Literária de Mucugê

Nos diferentes espaços da Feira Literária de Mucugê (Fligê), a movimentação do público, principalmente estudantil, foi intensa nesta sexta-feira (16/08/2019), segundo dia do evento. Entre os destaques, a mesa de conversa sobre afrofuturismo, a exposição de xilogravuras de Hansen Bahia e oficinas para crianças e adolescentes promovidas para a Secretaria da Educação do Estado.

A forte presença de estudantes da região foi uma marca na edição passada da Fligê e se repete neste ano, como destacou o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues. “Durante esses dias, escolas da rede, tanto de Mucugê quanto da região, se deslocam para o evento, a fim de garantir uma experiência inovadora na vida de aprendizagem de cada um dos estudantes”.

Nesta sexta, já ocorreram workshops e oficinas, a exemplo da ‘Toim, cadê você – o que o corpo diz de nós? , conduzida pela superintendente de Políticas para Educação Básica, Manuelita Falcão, e de quadrinhos, com ensinamentos da equipe do Centro Juvenil de Ciência e Cultura.

Também fazem parte da programação desta sexta-feira (16/08/2019) o Papo de Cinema, com apresentação de vídeo estudantil sobre o escritor e poeta Castro Alves, e o Sarau Literomusical, com apresentação de músicas e poesias dos projetos Festival Anual da Canção Estudantil (Face) e Tempos de Artes Literárias (TAL).

Afrofuturismo

A Mesa de Conversa I, que lotou o Centro Cultural de Mucugê, tratou do ‘Afrofuturismo: o devir negro e a literatura’ e foi conduzida pelo diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araujo. “O afrofuturismo nada mais é do que a presença negra no mundo da tecnologia, da ficção e da ação, sendo protagonistas, evidentemente. O filme ‘Panteras Negras’ expressa claramente a possibilidade de os negros não serem apenas tradição, de serem contemporaneidade”, explicou.

Exposições

As mostras se espalham pelos espaços e atraem visitantes de todas as idades. Uma delas foi montada na Casa Converso, em frente à Praça do Coreto. Intitulada ‘Navio Negreiro’, a exposição, que já passou por centros culturais de inúmeras regiões da Bahia, reúne 20 xilografias de Hansen Bahia, artista plástico alemão que se radicou em São Félix.

O coordenador executivo da Fundação Hansen Bahia, Elias Gomes, contou que as ilustrações foram feitas por volta de 1957. “Essas peças são, na verdade, um diálogo de Hansen com Castro Alves, no qual se inspirou. Com o tema desse ano, a presença dessa mostra na Fligê se faz extremamente oportuna”, avaliou.

Aprovação do público

A professora Elisângela Gonçalves veio de Marcionílio Souza para a Fligê pela primeira vez e trouxe diversos alunos. “É um evento muito interessante para nós, profissionais, mas, principalmente, para os estudantes”.

Moradora do distrito de Cascavel, Rafaela Pina tem 12 anos e é estudante do 7º ano do Ensino Fundamental. “Eu vim em todos os anos e estou adorando essa edição, principalmente as ações voltadas diretamente para a literatura e os locais em que se pode adquirir livros. Adoro ler e é muito legal que um evento como esse incentive a leitura”, disse.

Programação infanto-juvenil é destaque do terceiro dia de Fligê

Estacionada na Praça dos Garimpeiros desde o primeiro dia da Feira Literária de Mucugê (Fligê), a Biblioteca de Extensão (Bibex), além de oferecer um acervo com mais de 600 exemplares, realiza atividades especiais para a criançada. Na manhã deste sábado (17/08/2019), os pequenos participaram de uma sessão de contação de histórias, oficina de colagem de recicláveis e declamaram poemas de Castro Alves, poeta homenageado na quarta edição do evento.

Administrada pela Fundação Pedro Calmon (FPC), a Bibex participa da Fligê pela primeira vez, como destaca o supervisor Raí Santana. “Rodamos o estado todo levando livros, gibis e até exemplares em braile para as crianças de todas as regiões da Bahia para fortalecer os hábitos de leitura no público infanto-juvenil. Estar aqui é uma oportunidade muito bacana e todo o trabalho que estamos desenvolvendo é totalmente voltado para o incentivo à leitura”, destacou.

Uma das crianças que recitaram os poemas, o pequeno Júlio Cesar Oliveira, de 11 anos, veio do distrito de Paiol, em Mucugê, trazido pela mãe, a lavradora Lucinete Alves. “Vim para participar das ações da Bibex por que gosto muito de ler. Recitei o poema ‘Boa Noite’ e foi muito legal”, conta.

Também conhecida como Biblioteca Móvel, a Bibex segue com a programação na tarde deste sábado e durante todo o domingo. No veículo, está exposta a Mostra Biobibliográfica Castro Alves, que apresenta diversas poesias do Poeta dos Escravos e patrono da sétima cadeira da Academia Brasileira de Letras.

Música e poesia emocionam público na terceira noite da Fligê

O início da noite de sábado (17/08/2019) foi de muita música na Feira Literária de Mucugê (Fligê). Destaque para uma competição de poesias entre mulheres, o Slam Insubimisso, e o Sarau Literomusical, que reuniu criações de estudantes da rede estadual de ensino. A noite teve ainda o show da baiana Larissa Luz.

Promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM), em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado (Secult), o Slam Insubimisso de Mulheres Negras, comandado por Fabiane Lima e acompanhado pelo som da DJ Nai Kiese, reuniu poetisas com um discurso afiado e versos potentes sobre questões que fazem parte da vida da mulher negra nos tempos atuais.

De acordo com a coordenadora executiva de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, Lívia Borges, o Slam “pretende trazer, por meio da poesia e da literatura, conteúdos que empoderem a juventude, em especial as meninas, as mulheres negras”.

Na Fligê, a SPM também conta com um stand com material da campanha Respeita as Mina, utilizado para ações de sensibilização junto ao público do evento. “Aproveitamos essa agenda positiva, aqui na Chapada, para fazer a ativação da Campanha e tratar da Masculinidade Tóxica, um tema abraçado e discutido pelo Governo do Estado”, completou Lívia.

Sarau

Os jovens que protagonizaram o Sarau estudam ou estudaram em escolas de 11 territórios e exibiram apresentações integrantes do Festival Anual da Canção Estudantil (FACE) e Tempos de Artes Literárias (TAL).

A dupla Larissa Novais, 18 anos, e Ezequiel Alves, 19 anos, veio de Nova Redenção e apresentou a poesia ‘Súplica’, que protesta contra a desigualdade e o preconceito contra o povo nordestino. “A Fligê é maravilhosa. Dá oportunidade a talentos locais e permite que as obras saiam de pequenas gavetas e passem a estar em uma grande e aberta gaveta, que pode ser acessada por todas as pessoas, sem julgamentos”, parabenizou Larissa.

Durante toda a Fligê, educadores e técnicos da Secretaria da Educação do Estado fizeram a facilitação de workshops, encontros literários, oficinas, rodas de conversa, recitais e saraus.

Protagonismo marca participação dos estudantes na FLIGÊ

A Feira Literária de Mucugê (FLIGÊ), que acontece até este domingo (18/08/2019), no município de Mucugê, na Chapada Diamantina, tem sido marcada pelo protagonismo dos estudantes da rede estadual de ensino. Os alunos apresentam suas criações nas distintas linguagens, seja por meio de saraus, exposição de artes visuais ou do relato de experiências vividas a partir de projetos científicos em sala de aula. Por todos os lados, eles também marcam presenças em oficinas, workshops, mesas redondas e vivenciam um ambiente que promove o conhecimento a partir da arte literária.

O secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, falou sobre o impacto deste tipo de vivência no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. “Este é o momento de interatividade com a literatura e o aprendizado cultural. Um ambiente para que os estudantes possam acessar e fortalecer a cultura como ferramenta pedagógica. Assim, além das oficinas e dos workshops, podem apresentar o resultado dos diversos projetos estruturantes de arte e cultura desenvolvido nas escolas, como música, literatura, artes visuais, poesia e cinema”, avaliou.

O Colégio Estadual Horácio Matos foi um dos espaços abertos para a FLIGÊ. Entre as atividades, os estudantes tiveram a oficina de história em quadrinhos, desenvolvida pelo Centro Juvenil de Ciência e Cultura (CJCC), e os workshops “Produção textual para multimeios” e “Fotografia como estratégia de letramento”, com educadores da Plataforma Anísio Teixeira.

Na mesa redonda “Meninas na Ciência”, duas jovens puderam inspirar as colegas com seus trabalhos no programa Ciência na Escola, desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado. “Foi por meio do trabalho desenvolvido na escola que consegui participar das principais feiras de ciências do Brasil, e, agora, estou indo para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes graças ao Governo do Estado. Por isso, os jovens têm que aproveitar as oportunidades,” destacou a ex-estudante Bruna Palmeira, do Colégio Estadual Eurides Santana, em Poções.

Na música, a estudante Tamiles Santos, 17, do Colégio Estadual José Américo Araújo, em Itaitê, ficou contente de apresentar sua canção “Porque sou baiana” na FLIGÊ. “Pela primeira vez tive a chance de tocar e tudo isso devido ao Festival Anual da Canção Estudantil (FACE), que ganhei, no ano passado, no colégio. É muito bom apresentar para os meus colegas e os visitantes da feira”, afirmou.

Já sua colega Evelyn Queiroz, 18, também do José Américo, foi convidada mais uma vez para apresentar sua poesia. “Participei, no ano passado, e tive a oportunidade de fazer mais uma apresentação. Com minha poesia “O Brasil que eu não quero”, tenho a pretensão de falar sobre o problema do racismo, inspirando meus amigos a não aceitarem essa situação”, disse.

Sobre a FLIGÊ e Fligêzinha

A FLIGÊ  é realizada em parceria entre o Instituto Incluso, o Coletivo Lavra e o Governo do Estado da Bahia, por meio de diversas secretarias, como as da Cultura e Educação, e com o patrocínio do Governo Federal.

A FLIGÊ conta, na sua programação, com uma série de atividades voltadas para os estudantes da rede estadual de ensino, como oficinais e workshops, com destaque para o protagonismo estudantil nas diversas áreas do conhecimento. Na oportunidade, os alunos também apresentam produções artísticas de sua autoria, criadas nos projetos estruturantes de cultura nas escolas, envolvendo música, teatro e poesia.

A feira é composta por 50 atrações, divididas em oficinas, encontros literários, debates e rodas de conversa, além de espetáculos e exposições, espalhados em diferentes espaços da cidade. Entre os convidados do evento estão Mailson Furtado, vencedor do Prêmio Jabuti 2018; Jarid Arraes, uma das mais jovens escritoras da literatura brasileira contemporânea; Aleilton Fonseca, poeta, romancista e ensaísta; e Noemi Jaffe, autora, professora e crítica literária.

Espaço totalmente dedicado às crianças, a Fligêzinha conta, neste sábado (17) e domingo (18), com espetáculos teatrais, hora do papo, contração de histórias e exibição de filmes, no FligêCine Infantil.

Confira imagens do evento

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Abertura da edição 2019 da Feira Literária de Mucugê contou com a presença de Jerônimo Rodrigues, secretário estadual da Educação da Bahia.
Estudantes movimentam segundo dia da Feira Literária de Mucugê
Programação infanto-juvenil é destaque do terceiro dia de Fligê
Música e poesia emocionam público na terceira noite da Fligê
Encontro de Curadores de Festas Literárias na Fligê
Secretário estadual Jerônimo Rodrigues visita o Colégio Estadual de Horácio de Matos

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