Clã bolsonarista nomeou mais de uma centena de parentes em cargos políticos | Por Sérgio Jones

Presidente Jair Bolsonaro lidera uma família devotada ao nepotismo.
Presidente Jair Bolsonaro lidera uma família devotada ao nepotismo.
Presidente Jair Bolsonaro lidera uma família devotada ao nepotismo.
Presidente Jair Bolsonaro lidera uma família devotada ao nepotismo.

De acordo com que aponta levantamento feito pelo O Globo, desde 1991, quando Jair Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato como deputado dando início à trajetória da “famiglia” na política, ele e seus três filhos, Flávio, Carlos e Eduardo, empregaram mais de uma centena de funcionários com parentesco ou relação familiar entre si.

A desfaçatez e o descaramento deste clã de dementes deixam transparecer que dos 286 assessores nomeados por Jair, Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro, pelo menos 102 possuem algum grau de parentesco ou relação familiar entre si (35%), e vários deles com indícios de que não trabalharam de fato nos cargos.

Um caso emblemático foi o da “famiglia” do policial militar da reserva Fabrício Queiroz, ex-assessor que emplacou sete parentes em três gabinetes da “famiglia” Bolsonaro (Flávio, Carlos e Jair) desde 2006. Personagem de toda esta sórdida trama, a não conhecida e ignorada até o presente momento é Angela Melo Fernandes Cerqueira, ex-cunhada de Queiroz.

Na investigação sobre a suposta prática de ‘rachadinha’, 64 dos 286 funcionários tiveram sigilo quebrado a pedido do MP-RJ. “No fim do ano passado, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou ‘movimentação atípica’ de R$ 1,2 milhão, entre 2016 e 2017, nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio”.

O Coaf também identificou, em outro relatório, que indicam as práticas, não muito ortodoxas e até mesmo criminosas, em que foram realizados depósitos fracionados, em dinheiro, em um período de um mês, que somam cerca de R$ 96 mil na conta de Flávio.

Coroando todo este tipo de crimes praticados contra o erário, mês passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, graciosamente concedeu liminar, em resposta a um pedido de Flávio, suspendendo investigações baseadas em compartilhamento de dados do Coaf sem autorização judicial prévia.

Enquanto estes desmandos permanecerem existentes no país, o poder oligárquico exercido por esta “famigilia” de degenerados vai continuar acontecendo com o aval e conivência servil dos podres poderes. O povo neste contexto bizarro continua chafurdando na incúria deste arremedo de república existente no Brasil.

*Sérgio Jones, jornalista ([email protected]).