Advogado de Associação dos Vendedores Ambulantes critica Shopping Popular de Feira de Santana; Empreendimento comporta 1800 ambulantes, mas existem 9 mil, diz; Vereadores governistas contestam

Rodrigo Lemos: o Município entregou o Centro de Abastecimento e R$ 13 milhões nas mãos de um empresário que responde por inúmeros processos em São Paulo, Minas Gerais e Manaus.
Rodrigo Lemos: o Município entregou o Centro de Abastecimento e R$ 13 milhões nas mãos de um empresário que responde por inúmeros processos em São Paulo, Minas Gerais e Manaus.
Rodrigo Lemos: o Município entregou o Centro de Abastecimento e R$ 13 milhões nas mãos de um empresário que responde por inúmeros processos em São Paulo, Minas Gerais e Manaus.
Rodrigo Lemos: o Município entregou o Centro de Abastecimento e R$ 13 milhões nas mãos de um empresário que responde por inúmeros processos em São Paulo, Minas Gerais e Manaus.

O advogado da Associação Feirense dos Vendedores Ambulantes (AFEVA), Rodrigo Lemos, esteve na manhã desta quarta-feira (07/08/2019), na Câmara Municipal de Feira de Santana para explanar a respeito das cláusulas contratuais entre a Prefeitura e o consórcio responsável pela construção e distribuição de boxes do Centro Comercial Cidade das Compras – Shopping Popular.

Na oportunidade, Rodrigo Lemos explicou aos vereadores e ambulantes presentes nas galerias da Casa, que a Prefeitura concedeu o prazo de cinco anos ao consórcio para acomodar os 1800 camelôs cadastrados.

“Desde 2014 conta-se a história de revitalização do centro comercial de Feira de Santana. A Prefeitura pretende com esta obra retirar das ruas 1800 vendedores. Mas, segundo estudos realizados pela UEFS, só no centro de Feira trabalham mais de 9 mil ambulantes”, informou o advogado.

Ele também teceu duras críticas à concessão de uma área do Centro de Abastecimento que, segundo ele, é a região mais rentável de Feira de Santana. “O entreposto desempenha um papel essencial e histórico para a cidade. É um local supervalorizado. O Município entregou o Centro de Abastecimento e R$ 13 milhões nas mãos de um empresário que responde por inúmeros processos em São Paulo, Minas Gerais e Manaus”, lamentou.

Direcionando a fala para os ambulantes, o advogado forneceu informações sobre a lei do inquilinato estabelecida no contrato do empreendimento. “Se o vendedor cadastrado não pagar as taxas exigidas pelo consórcio será desapropriado, ou seja, vocês não estão resguardados em nada”, frisou.

Ao concluir, Rodrigo Lemos se colocou à disposição dos vendedores e vereadores para esclarecer dúvidas.

Vereador rebate críticas de camelôs e reafirma compromisso com população; Luiz Augusto rebate críticas de camelôs

 No uso da tribuna, na sessão ordinária desta quarta-feira (07/08/2019), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Luiz Augusto de Jesus (Lulinha, DEM) criticou as vaias que recebeu dos camelôs presentes nas galerias da Casa e lembrou que em nenhum momento se interferiu na construção do Shopping Popular.

“Em momento algum usei esta tribuna para ser contra os camelôs interessados. Como líder do Governo aprovei um Requerimento de autoria do vereador Zé Filé, que solicitou os nomes de todos que iriam ter direito a boxe do Shopping. Fui camelô, sei das dificuldades e necessidades. Não fui eu quem foi para são Paulo visitar empresário, tomar café com empresário de Shopping Popular. Fui apenas na construção dele, com outros vereadores, para checar denúncias que chegaram a esta Casa. Por muitos anos fui camelô e os novos camelôs não me conhecem e já foram me vaiando, sem saber como atuei nesta questão”, explicou.

“Essa Casa não se furta dos seus deveres” afirma Luiz Augusto

O vereador Luiz Augusto de Jesus (DEM), retomou a discussão sobre o Shopping Popular afirmando que os vereadores da base governista nunca se negaram a realizar uma Audiência Pública para debater as questões do Shopping Popular.

“Nunca nós negamos a nada. Essa Casa não se furta dos seus deveres. Roberto Tourinho fez um discurso infundado, mas deixo claro que vereador não é responsável por obra, não licitamos nada. Ele era secretário de Meio Ambiente na época que o cadastramento dos ambulantes começou. Por que não fez nada? ”, questionou.

Hostilizado pelos ambulantes que estavam na galeria da Casa, o vereador pediu calma e assegurou que a situação seria resolvida. “Eu fui camelô e sei o que é estar do outro lado. Na base do grito não se resolve nada”, disse.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 112763 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]