Senador Rogério Carvalho diz que novos elementos indicam que atuação da força-tarefa do Caso Lava Jato foi seletiva e cometeu crime; Parlamentar critica ministro Sérgio Moro

Rogério Carvalho Santos (PT-SE), senador da República

Rogério Carvalho: os gestos devem revelar as intenções, mas, nesse caso, os gestos escondiam as verdadeiras intenções. E nós estamos falando aqui dos gestos do Ministro Sergio Moro, que escondiam as suas verdadeiras intenções, que era chegar ao poder, que era ser candidato a Presidente da República, que era suceder o Bolsonaro.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse em Plenário, nesta segunda-feira (01/07/2019), que a operação Lava Jato, antes conhecida pela primazia no combate à corrupção, começa agora a apresentar elementos que indicariam seletividade e conluio entre procuradores e juiz.

Diálogos publicados pelo site The Intercept Brasil, segundo o parlamentar, mostram que o então juiz e atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, tinha um projeto de poder, ao agir parcialmente e seletivamente, e ao trocar informações com os procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato.

Na avaliação de Rogério Carvalho, ao atuar assim, o ex-juiz Sério Moro conquistou a simpatia de brasileiros e foi indicado para assumir o cargo de Ministro da Justiça. Para o senador, o posto lhe dá condições de “perseguir adversários” e até mesmo a conquistar a presidência da República.

— E na construção de uma ilusão permanente na sociedade, em torno do combate à corrupção, de que ele seria o deus, o grande guardião da moralidade e da ética no país, e, portanto, o grande merecedor do voto e candidato à presidente da República — Acrescentou.

Rogério Carvalho lamentou que, em nome do combate à corrupção, todas as grandes construtoras do país tenham sido destruídas. Ele aproveitou para chamar a atenção de toda população para a revelação de novos diálogos divulgados pelo site The Intercept Brasil e informou que as mensagens mostram alguns operadores da Lava Jato planejando uma operação de busca e apreensão na casa do atual senador Jaques Wagner (PT-BA), pouco antes do segundo turno das eleições do ano passado.

O parlamentar citou episódio envolvendo Fernando Henrique Cardoso (FHC).

— A coroa da seletividade foi tirar o Fernando Henrique, ex-Presidente da República, da lista dos que deveriam ser investigados, por supostas irregularidades que ele teria cometido no passado, ou divulgar aquelas que o tornavam inimputável, porque já estavam prescritas, e deixar de fora outros questionamentos e outras informações que o implicariam como um agente delituoso, da mesma forma como fizeram com o ex-Presidente Lula, tornando-o agente delituoso ou praticante de uma atividade ilegal e criminosa. Então, aí está a seletividade. Isso é seletivo. Isso não é justiça. Isso não é Estado democrático de direito. Isso não é cumprir a lei.  — Disse.

*Com informações da Agência Senado.

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