Rebelião deixa mais de 50 mortos em presídio no Pará; Ministro Sérgio Moro falha em solucionar problema das instituições carcerárias

Briga entre organizações criminosas rivais do Pará pode ter causado confronto em penitenciária em Altamira, diz órgão que administra o sistema prisional do estado. Esse é o segundo maior massacre em prisões do país em 2019.
Briga entre organizações criminosas rivais do Pará pode ter causado confronto em penitenciária em Altamira, diz órgão que administra o sistema prisional do estado. Esse é o segundo maior massacre em prisões do país em 2019.
Briga entre organizações criminosas rivais do Pará pode ter causado confronto em penitenciária em Altamira, diz órgão que administra o sistema prisional do estado. Esse é o segundo maior massacre em prisões do país em 2019.
Briga entre organizações criminosas rivais do Pará pode ter causado confronto em penitenciária em Altamira, diz órgão que administra o sistema prisional do estado. Esse é o segundo maior massacre em prisões do país em 2019.

Uma rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará, deixou nesta segunda-feira (29/07/2019) pelo menos 52 mortos. De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), 16 detentos foram decapitados.

A Susipe acredita que uma briga entre organizações criminosas rivais foi o estopim para o conflito. A rebelião começou por volta das 7h, no momento da entrega do café da manhã. Dois agentes penitenciários foram feitos reféns, mas foram liberados após a negociação.

De acordo com as autoridades, internos do bloco A invadiram o anexo onde estavam presos integrantes de uma organização criminosa rival. Os detentos ainda atearam fogo em colchões e outros objetos. A fumaça provocou a morte de alguns dos presos. A rebelião durou aproximadamente cinco horas.

O potencial de conflito entre facções já havia sido denunciado por familiares de presos. Em maio, eles fizeram um protesto para pedir a transferência de integrantes de organizações criminosas. Na época, a Susipe negou o pedido e disse que estava acompanhando todo o movimento da massa carcerária.

Familiares dos detentos contaram ao jornal Folha de S. Paulo que receberam ligações de presos dizendo que havia sido ateado fogo em celas para matar internos de uma facção rival.

Apesar de ter capacidade para 200 presos, o Centro de Recuperação Regional de Altamira abrigava 343 detentos, segundo o atual relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O massacre é um dos maiores dos últimos anos em penitenciárias no país. Em maio, 55 detentos foram mortos em presídios de Manaus. Já o ano de 2017 foi marcado por uma crise no sistema penitenciário em vários estados, chegando a 126 o número de detentos mortos em massacres e confrontos em prisões no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte.

*Com informações do DW.

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