Amazônia sofre com mentalidade cega e destruidora, diz Papa Francisco

Papa Francisco com os povos da Amazônia Amazônia em Puerto Maldonado, durante encontro ocorrido em 19 de janeiro de 2018.
Papa Francisco: a situação é grave e insustentável para Amazônia e para os povos que lá residem.
Papa Francisco com os povos da Amazônia Amazônia em Puerto Maldonado, durante encontro ocorrido em 19 de janeiro de 2018.
Papa Francisco: a situação é grave e insustentável para Amazônia e para os povos que lá residem.

“A situação da Amazônia é um triste paradigma do que está acontecendo em muitas partes do planeta: uma mentalidade cega e destruidora que favorece o lucro à justiça; coloca em evidência a conduta predatória com a qual o homem se relaciona com a natureza. Por favor, não esqueçam que justiça social e ecologia estão profundamente interligadas!”, a mensagem é do Papa Francisco, dirigida no sábado (06/07/2019) aos participantes do 2º Fórum das Comunidades Laudato Si’, em Amatrice, na região de Roma.

Laudato Si é movimento global pelo clima apoioado pela igreja católica, inspirado pela encíclica socioambiental de mesmo nome assinada por Francisco. O objetivo é mobilizar um milhão de católicos em todo mundo para colocarem em prática a encíclica sobre “o cuidado com a casa comum” e a “ecologia integral”, pautada pelo respeito à natureza e justiça social.

“A situação da Amazônia é um triste paradigma do que está acontecendo em muitas partes do planeta: uma mentalidade cega e destruidora que favorece o lucro à justiça; coloca em evidência a conduta predatória com a qual o homem se relaciona com a natureza. Por favor, não esqueçam que justiça social e ecologia estão profundamente interligadas”, disse o papa.

O pontífice destacou ainda a situação dos povos amazônicos. “O que está acontecendo na Amazônia terá repercussões em nível planetário, mas prostrou milhares de homens e mulheres roubados do seu território, que se tornaram estrangeiros na própria terra, depauperados da própria cultura e das próprias tradições, quebrando o equilíbrio milenar que unia aqueles povos à sua terra. O homem não pode permanecer um espectador indiferente diante dessa destruição, nem a Igreja deve ficar em silêncio. O grito dos pobres deve ressoar da sua boca, como já indicava São Paulo 6º na sua encíclica Populorum progressio.”

Por meio de sua conta no Twitter, Jair Bolsonaro (PSL) mandou neste sábado (06) um recado para cientistas, ativistas, chefes de governo e todos aqueles que se levantam contra sua política ambiental e as repercussões comerciais e econômicas. “O Brasil é exemplo para o mundo na preservação ambiental. ONGs, artistas, ‘Raonis’ não mais influenciarão em nossa política externa”.

Desde que Bolsonaro assumiu o governo, o desmatamento na Amazônia disparou. Só em maio passado foram devastados 750 quilômetros de floresta.

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