Em junho de 2019, inflação da Região Metropolitana de Salvador foi de 0,01%

Tabela do IBGE apresenta dados sobre a inflação da Região Metropolitana de Salvador, referente ao mês junho de 2019.
Tabela do IBGE apresenta dados sobre a inflação da Região Metropolitana de Salvador, referente ao mês junho de 2019.
Tabela do IBGE apresenta dados sobre a inflação da Região Metropolitana de Salvador, referente ao mês junho de 2019.
Tabela do IBGE apresenta dados sobre a inflação da Região Metropolitana de Salvador, referente ao mês junho de 2019.

Em junho de 2019, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,01% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), desacelerando mais uma vez. Havia sido de 0,83% em abril e 0,11% em maio.

Foi, até agora, a menor inflação deste ano, ficou significativamente abaixo do índice de junho de 2018 (0,86%) e foi o menor IPCA para um mês de junho, na RMS, desde 2011, quando o indicador havia sido de 0,00%.

O índice de junho na RM Salvador foi o mesmo do país como um todo (0,01%) e a menor variação positiva entre as 16 áreas pesquisadas separadamente.

A inflação do mês foi maior em Vitória/ES (0,54%) e nas regiões metropolitanas de Fortaleza/CE (0,26%) e Curitiba/PR (0,21%). Por outro lado, sete áreas tiveram deflação em junho, sendo as mais intensas na RM Porto Alegre /RS (-0,41%), em São Luís/MA (-0,24%) e Rio Branco/AC (-0,14%).

Com o resultado de junho, o IPCA na RM Salvador acumula alta de 2,28% no primeiro semestre de 2019. No país como um todo, o índice acumulado neste ano está em 2,23%.

Já no acumulado nos 12 meses encerrados em junho, a inflação na RM Salvador desacelerou mais uma vez, indo a 3,33%, frente aos 4,21% registrados nos 12 meses encerrados em maio, e ficando discretamente abaixo da média nacional (3,37%).

A tabela a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês e acumulados no ano nos 12 meses encerrados em junho de 2019.

Deflações em alimentação (-0,43%) e moradia (-0,43%) ajudam a conter IPCA de junho na RMS; passagens aéreas foram principal pressão de alta

Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, quatro apresentaram altas em junho, na Região Metropolitana de Salvador: Saúde e cuidados pessoais (0,89%), Despesas pessoais (0,43%), Transportes (0,38%) e Educação (0,24%).

Com o maior aumento médio, os gastos com saúde (0,89%) exerceram a principal pressão inflacionária no mês, sob influência maior do produtos e serviços relacionados aos cuidados pessoais (1,78%), mas com alta também nos serviços de saúde (0,44%). As altas de itens como perfume (2,02%) e plano de saúde (0,74%) foram as mais importantes nesse grande grupo de despesas.

Com a terceira maior alta e a segunda maior contribuição para o IPCA de junho na RMS, os gastos com Transportes (0,38%) foram fortemente pressionados pelo aumento das passagens aéreas (25,64%). Além de terem registrado a maior inflação do mês na RM Salvador, as passagens de avião foram o item que, individualmente mais puxou para cima o IPCA do mês.

Por outro lado, dentre os cinco grupos de despesas em queda em junho, Alimentação e bebidas (-0,43%) e Habitação (-0,43%) foram os que mais contribuíram para a desaceleração da inflação na RM Salvador.

A deflação dos alimentos foi a segunda registrada neste ano e teve maior influência dos produtos consumidos em casa (-0,60%), com recuos importantes em itens como tomate (-15,01%), feijão-carioca (-11,77%), ovo de galinha (-9,44%) e leite em pó (-2,81%).

Apesar disso, alguns produtos do dia a dia ainda estiveram entre as maiores pressões inflacionárias do mês, como a cebola (17,89%) e o frango em pedaços (4,77%).

Dentre os gastos com habitação, o recuo da energia elétrica (-4,18%) foi o mais importante. Foi também o item que, individualmente, mais contribuiu para conter a inflação de junho na RM Salvador. Isto se deveu, sobretudo, à vigência da bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional para o consumidor.

Na RM Salvador, INPC foi de -0,08% em junho

Na Região Metropolitana de Salvador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos, ficou negativo em junho (-0,08%), abaixo do 0,11% registrado em maio e menor também que o índice de junho de 2018 (1,00%). Ficou ainda abaixo da média nacional (0,01%).

Como resultado do mês, o INPC acumulado no primeiro semestre de 2019, na RMS, está em 2,33%, abaixo da média nacional (2,45%). O acumulado nos 12 meses encerrados em junho chega a 3,43%, um pouco acima do verificado no país como um todo (3,31%).

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