Coletivo de advogados vai entrar com representação contra ministro Sérgio Moro nos EUA; Ex-juiz é suspeito de conluio com membros do MPF no processamento e julgamento das ações do Caso Lava Jato

Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro e ex-juiz da 13º Vara Federal, encarregado do processamento e julgamento do Caso Lava Jato, no âmbito dos processos de corrupção identificados nas operações da Petrobras.
Coletivo de advogados vai entrar com representação contra o ministro Sérgio Moro nos EUA. Ex-juiz é acusado de conluio com membros do MPF no processamento e julgamento das ações do Caso Lava Jato.
Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro e ex-juiz da 13º Vara Federal, encarregado do processamento e julgamento do Caso Lava Jato, no âmbito dos processos de corrupção identificados nas operações da Petrobras.
Coletivo de advogados vai entrar com representação contra o ministro Sérgio Moro nos EUA. Ex-juiz é acusado de conluio com membros do MPF no processamento e julgamento das ações do Caso Lava Jato.

A Associação de Advogados e Advogadas pela Democracia vai entrar com uma representação no Congresso dos Estados Unidos contra o ministro da Justiça, Sergio Moro, pela sua atuação com juiz na Lava Jato. Segundo o membro da associação Adriano Argolo, em entrevista ao jornalista Glauco Faria para o Jornal Brasil Atual desta segunda-feira (01/07/2019), Moro não violou apenas o sistema acusatório brasileiro – como reconhecem os próprios procuradores nas conversas reveladas pelo The Intercept Brasil – como envolveu instituições americanas, de universidades ao Federal Bureau of Investigation (FBI), induzindo-as ao erro.

Ele diz que as novas revelações sobre a atuação de Moro e os procuradores que explicitam a atuação político-partidária da Operação Lava Jato, com interferência inclusive nas eleições de 2018, caíram “como uma bomba” entre os parlamentares norte-americanos.

Entre os membros do Ministério Público Federal (MPF), existe grande insatisfação com a atuação da Lava Jato, a ponto um dos procuradores que participaram das conversas reveladas na última sexta-feira (28) ter confirmado ao jornal Correio Braziliense a autenticidade das mensagens, contrariando o posicionamento de Moro e de Deltan Dallagnol, que continuam questionando a veracidade do conteúdo revelado pelo The Intercept Brasil.

“Estamos muito próximos de revelar a autenticidade dessas conversas”, disse Argolo, para quem a revelação de que os integrantes da Lava Jato só aceitaram a delação do empreiteiro da OAS Léo Pinheiro quando este aceitou incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa a confissão de um crime cometido pelos procuradores. Por outro lado, também comprova a inocência de Lula no caso.

Na sequência das primeiras divulgações das conversas que traziam a articulação indevida entre a acusação e o juízo, comprovando a parcialidade no julgamento, a Associação de Advogados e Advogadas pela Democracia apresentou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma notícia-crime contra Moro e os procuradores da Lava Jato. O caso está sob relatoria do ministro Herman Benjamin.

“O que essas pessoas cometeram foram crimes de prevaricação, corrupção, improbidade administrativa e formação de quadrilha. É sem dúvida o maior escândalo do poder Judiciário da história do Brasil. Internacionalmente o caso está tendo repercussão imensa. No mundo Jurídico, são poucas as pessoas que ainda mantém o cinismo. Esse cinismo não vai durar muito. Os fatos se sobrepõem ao discurso.”

*Com informações de Publicado por Tiago Pereira, da RBA.

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