Vereador critica quantidade de boxes no Shopping Popular de Feira de Santana

José Menezes (Zé Filé): vocês estão vendo que não são 30 lojas, serão 300. O Município está passando áreas para os grandes empresários dentro do Shopping Popular.
José Menezes (Zé Filé): vocês estão vendo que não são 30 lojas, serão 300. O Município está passando áreas para os grandes empresários dentro do Shopping Popular.
José Menezes (Zé Filé): vocês estão vendo que não são 30 lojas, serão 300. O Município está passando áreas para os grandes empresários dentro do Shopping Popular.
José Menezes (Zé Filé): vocês estão vendo que não são 30 lojas, serão 300. O Município está passando áreas para os grandes empresários dentro do Shopping Popular.

Em pronunciamento, na sessão ordinária desta segunda-feira (10/06/2019), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador José Menezes Santa Rosa (Zé Filé, PROS) criticou a informação de que haverá disponibilidade de 300 lojas para empresários no Shopping Popular.

“Temos que apoiar a construção do Shopping Popular preocupados com os vendedores que estão nas ruas abandonados, sofrendo. Essa foi uma iniciativa de José Ronaldo, que não fez isso preocupado com o povo, e sim com os grandes empresários. Estive com o secretário Borges Júnior e perguntei quantas lojas estariam disponíveis para os camelôs e ele me garantiu que seriam 1800 para os pequenos camelôs e 30 para servir os que mandam em Feira, que são os grandes empresários”, pontuou.

E continuou. “Mas, agora vocês estão vendo que não são 30 lojas, serão 300. O Município está passando áreas para os grandes empresários dentro do Shopping Popular. Um pobre coitado, que está lutando para ter um espaço, não consegue porque dizem que não tem mais, mas se tivesse dinheiro já tinha conseguido”, disse.

Para o edil, o empreendimento já era para estar pronto. “Isso não é Shopping Popular é Centro Empresarial. Tenho impressão de que os pequenos comerciantes não terão condições de pagar as taxas que serão cobradas, não terão condição de manter e terão que vender seus pontos. Eles não vão conseguir tirar R$ 500 para pagar de taxas. Eu tenho pena desses camelôs. Prefeito, não deixe que estes empresários venham sugar dinheiro de nossos camelôs. Para onde vai o dinheiro desses 300 pontos a mais que serão vendidos? Os pequenos camelôs deveriam ficar isentos dessas taxas e os grandes pagarem por eles. É lamentável o que estamos vendo acontecer. O Poder Público está preocupado em trazer os grandes empresários de fora”, observou.

Outro fato apontado por Zé Filé são os chineses que têm boxes no Feiraguay. “Os chineses que vêm para o Feiraguay não pagam impostos e lucram. Enquanto isso, o povo paga altos impostos e fica cada vez mais pobre e os empresários de fora chegando e ficando ricos. Prefeito, quem vota e lhe ajuda são as pessoas da cidade”, alertou.

Em aparte, o vereador Luiz da Feira (PPL) disse que os camelôs não terão condições financeiras de pagar os custos dos boxes do empreendimento. “Eles tiram, às vezes, mil reais no mês. Como vão tirar$ 600 todo mês? Poderiam baixar o valor das taxas e cobrar R$ 50 por metro e não R$ 100”, sugeriu.

Também em aparte, o líder governista, vereador Marcos Lima (Patriota) lembrou que a taxa cobrada será de acordo com o espaço do box. “Acredito que o processo está transparente. A Casa pode criar uma Comissão Permanente e acompanhar o processo de entrega dos boxes”, orientou.

Para finalizar, Zé Filé afirmou que o secretário Borges Júnior mentiu ao passar a informação sobre a quantidade de espaços disponíveis. “Ele mentiu para todos os vereadores que estavam presentes quando falou que seriam 30 lojas para serviços e agora são 300. Será que não tem conhecimento do projeto? Os vereadores é que não têm acesso ao projeto”, findou.

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