Se fosse deputado ou senador, Sérgio Moro estaria cassado ou preso, diz Davi Alcolumbre presidente do Congresso Nacional

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, comentou sobre o possível envolvimento de Sérgio Moro com membros do MPF e avaliou que "em sendo verdade, são muito graves. Muito graves, e completou afirmando que ele “ultrapassou o limite ético”.
Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, comentou sobre o possível envolvimento de Sérgio Moro com membros do MPF e avaliou que "em sendo verdade, são muito graves. Muito graves, e completou afirmando que ele “ultrapassou o limite ético”.
Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, comentou sobre o possível envolvimento de Sérgio Moro com membros do MPF e avaliou que "em sendo verdade, são muito graves. Muito graves, e completou afirmando que ele “ultrapassou o limite ético”.
Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, comentou sobre o possível envolvimento de Sérgio Moro com membros do MPF e avaliou que “em sendo verdade, são muito graves. Muito graves, e completou afirmando que ele “ultrapassou o limite ético”.

Reportagem de Andreza Matais, veiculada nesta terça-feira (25/06/2019) no site UOL, revela que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que se as mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil forem “verdade”, o ministro Sergio Moro “ultrapassou o limite ético” ao se relacionar com os procuradores da Operação Lava Jato enquanto era juiz do caso em Curitiba.

Davi Alcolumbre disse ter convencido diversos senadores a não propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Convenci várias pessoas a não fazer isso”, admitiu.

Ao avaliar comentários de membro Governo Bolsonaro, o senador rebateu as críticas do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que chamou de “inquisidores” os senadores que questionaram Moro em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada. “O general Heleno falou besteira”, disse, complementando que foi Moro quem se ofereceu para ir ao Senado prestar esclarecimentos.

Na avaliação do parlamentar, sobre a recorrente troca de mensagens entre o, à época, juiz Sérgio Moro e membros do Ministério Público Federal (MPF), disse que “em sendo verdade, são muito graves. Muito graves, e completou afirmando que ele “ultrapassou o limite ético”

O senador observou, contudo, que não é possível dizer que o conteúdo das mensagens reveladas pelo site seja verdadeiro. E relatou experiência pessoal. Disse que recentemente foram atribuídas a ele declarações feitas por um perfil fake no Twitter, quando aprendeu que é preciso ter cautela no julgamento.

Apesar disso, Alcolumbre afirmou que há dois pesos e duas medidas. “Se fosse um deputado ou um senador (no lugar de Moro), ele já estava cassado, preso e nem precisava provar se tinha hacker ou não”, afirmou.

As mensagens divulgadas pelo The Intercept indicam atuação conjunta de Moro, enquanto era juiz, com os procuradores da República que atuam no Caso Lava Jato. As mensagens foram atestadas pelo Jornal Folha de S.Paulo, que diz serem verídicas e que não foram adulteradas.

Sobre Carlos Augusto 9506 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).