Salvador: Palco Toca Raul recebe Clube dos Bons Sons; manifestações artísticas e culturais que dialogam com esse gênero musical

Cartaz anuncia projeto Rock na Rua.

Cartaz anuncia projeto Rock na Rua.

Próximo sábado (15/06/2019), às 17 horas, o Palco Toca Raul – Rio Vermelho, recebe diversas pessoas que se unem por uma causa que amam, pela vontade de fazer acontecer e deixar um legado na cidade de Salvador: O Clube dos Bons Sons – CBS. O projeto nasce movido pela paixão ao Rock’n’Roll e a todas as outras formas de manifestação artísticas e culturais que dialogam com esse gênero musical.

Em 2018, na data em que se celebra o Dia Mundial do Rock (13/07), alguns amigos e amantes do Rock’n’Roll decidiram criar uma onda, um movimento que de alguma forma contribuísse com a cena rocker da nossa cidade. A ideia inicial foi criar um grupo de troca de informações, notícias, agendas de shows, lançamentos e descobertas, num cenário cada vez mais escasso de mídias especializadas nesse universo musical.

Não tardou para percebermos que havia muito mais amantes do Rock em Salvador. O grupo, então, virou um Clube, espaço democrático, aberto e alinhado para o fortalecimento da cultura rocker baiana. As ideias foram pipocando e o movimento ganhando força. Hoje, somos mais de 150 pessoas direta e indiretamente envolvidas, sem contar com as mais de 70 bandas que aderiram ao Clube.

Nosso primeiro projeto foi o “Rock na Rua”, que começou em novembro de 2018 e tem o objetivo de democratizar o acesso à cultura musical, nos espaços públicos da capital baiana. Já estamos na 7ª edição do projeto, com apresentação de mais de 14 bandas, na Avenida Magalhães Neto, no Dique do Tororó e no Porto da Barra. Guiado pelo altruísmo, colaboração e amizade, o Clube dos Bons Sons pretende inspirar outras pessoas e artistas a multiplicarem essa ação.

Outras iniciativas estão ganhando força por meio do CBS, como as “Jam Sessions”, que reúnem músicos da cena soteropolitana, apoio a espaços que realizam eventos de Rock’n’Roll, debates sobre o mercado e a cultura Rock, dentre outras.

Salvador e a Bahia têm uma importante participação na história do rock brasileiro. Dos Panteras a Raul Seixas, passando pelo Camisa de Vênus, Cascadura, Pitty e chegando aos dias de hoje, foram e são muitas bandas, milhares de músicos e admiradores deste estilo musical que ganharam as ruas, clubes e bares da cidade. Sabemos que os desafios são grandes, que hoje há uma diversidade de gêneros musicais, alguns vêm predominando de forma sufocante, mas acreditamos muito na força poderosa do Rock´n´Roll, na nossa capacidade de união, de criar e de realizar coisas grandiosas.

Bandas

Malcriado Mudo é uma banda de rock baiana. Formada por Breno Ramos (baixo) Caio Mariniello (Guitarra), Guilherme Gama (guitarra), Paula Príncipe (vocal) e Rodrigo Gama (bateria). Surgiu do interesse em revisitar o rock dos anos 90 através de um repertório que inclui covers de músicas de banda como Red Hot Chili Peppers, Green Day, Pearl Jam, The Offspring, além de explorar uma seleção de rock que fez parte das trilhas sonora da vida de muita gente. Atualmente, desenvolve também trabalhos autorais de seus integrantes.

A Via Sacra foi formada em Salvador no inverno de 1986, por André Ramos (guitarra), Marcos Bau (voz), Marcos Rodrigues (baixo) e Adriano Castro (hoje Didi, ex-Big Brother da Globo) (bateria). Essa formação permaneceu inalterada nos primeiros cinco anos da banda. Com influências que vão de Black Sabbath, The Clash, Bauhaus, Jesus and the Mary chain, Massive Attack, Portishead a Zé Ramalho, Itamar Assunção e Quinteto Violado, acopladas a uma poesia existencialista inspirada nos decadentes Baudelaire, Augusto dos Anjos, Cioran e libertários Hans Magnus Enzensberger, Albert Camus. Uma autêntica “garage rock desesperado”. Nesses primeiros cinco anos circularam várias demos-tapes (estúdio e ao vivo), que rendeu a gravação na coletânea Ronda Alternativa pela Devil Discos/SP –1988, 01 clip na TV Aratu de Salvador, abertura do show “Pela Paz em Todo Mundo” do Cólera no Teatro Vila Velha (SSA,1988); notícias em vários fanzines da época (destaque para o californiano Flipside) e na Revista Bizz (1990). Logo após, em 1991, o baterista Adriano foi morar em Portugal. O resto de seus membros resolveram também dar um tempo para cuidar de suas vidas.

O Via Sacra está de volta aos palcos desde maio de 2017 com um novo batera, José Dantas, e na voz e guitarra, André Ramos; o Marcos Rodrigues toca o contrabaixo e faz o back vocal. O Via Sacra retorna num momento em que as novas gerações parecem sedentas por ouvir coisas mais autênticas; com som mais rápido, mais sujo, mais pesado, com melodias de guitarras e drivers nervosos.

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