O povo nas ruas, e vamos à luta | Por Alberto Peixoto

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Manifestante protesta contra o Governo Bolsonaro.
Manifestante protesta contra o Governo Bolsonaro.
Manifestante protesta contra o Governo Bolsonaro.
Manifestante protesta contra o Governo Bolsonaro.

“Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia, eu pergunto a você, onde vai se esconder, da enorme euforia, como vai proibir, quando o galo insistir, em cantar, água nova brotando, e a gente se amando sem parar[…]”

Na época da ditadura militar de 1964, a música “Apesar de Você”, de autoria de Chico Buarque, praticamente virou o Hino Nacional Brasileiro, principalmente entre os universitários, pessoas ligadas à cultura e as artes, trabalhadores e as pessoas com nível intelectual apurado.

Lamentavelmente nos dias de hoje, muitas pessoas, principalmente as pertencentes ao grupo das “mais intelectualizadas” e grande parte da classe média – a que se acha rica – até trabalhadores mal informados, mudaram de lado de forma burra, irresponsável, e inexplicável, fortalecendo o capitalismo que a escraviza.

Segundo estes eleitores o Presidente Bolsonaro “iria impor a ordem e proteger os cidadãos de bem, defender os valores da família tradicional além de ser um político honesto, visto que não está envolvido em escândalos de corrupção”.

Para contradizer a toda esta “Estória da Carochinha” e jogar a “Famíglia Bolsonaro” no lugar a que sempre pertenceu, surgiu um personagem estereotipado, o Queiroz, jogando toda esta tese pelo “laranjal” abaixo. Falando em Queiroz, por onde anda este personagem? Perdeu-se no laranjal Bolsonariano? Ou se “entregou” a Jesus e está celebrando culto em alguma igreja evangélica? “Tenham cuidado com a sacolinha”.

Por estes e outros motivos como: o corte dos investimentos em educação, a Reforma da Previdência, fim da aposentadoria e outras mazelas mais, que no dia 14 de junho o povo, reivindicando seus direitos, foi às ruas em mais de 189 cidades do país. Deve-se dizer, ordeiramente.

Uma coisa não se pode negar: o Presidente apresentou três grandes projetos de tamanha importância para a sociedade brasileira que, com certeza, ficarão na história da política deste país. São eles: o fim da tomada de três pinos, o fim do horário de verão e o fim das cadeirinhas destinadas a transportar crianças nos veículos em segurança. Sem falar em armar a população com a finalidade, segundo ele, de diminuir a violência. Esta, talvez por falta de maiores detalhes, ninguém de bom senso entendeu.

Com certeza estes projetos irão aumentar o PIB nacional, baixar o valor do dólar e aumentar as exportações!

Eu acredito é na rapaziada, que segue em frente, e segura o rojão, eu ponho fé no pé da moçada, que não foge da fera, e enfrenta o leão, eu vou à luta com essa juventude, que não corre da raia, à troco de nada, eu vou no bloco, dessa mocidade, que não tá na saudade, e constrói a manhã desejada […]. E Vamos à Luta – Gonzaguinha

*Alberto Peixoto, escritor.

Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.