Ministro Paulo Guedes diz que vai liberar mais de R$ 100 bilhões em compulsórios; BC diz que não há definição de montantes e prazos sobre compulsório

Ministro da Economia do Governo Bolsonaro, Paulo Guedes, anunciou liberação de mais recursos dos depósitos compulsórios.

Ministro da Economia do Governo Bolsonaro, Paulo Guedes, anunciou liberação de mais recursos dos depósitos compulsórios.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (27/06/2019) que o Banco Central (BC) deve seguir reduzindo a alíquota de recolhimento de depósitos compulsórios em mais de R$ 100 bilhões. A medida deve ampliar o acesso ao crédito no país.

“Estamos fazendo a desestatização do mercado de crédito, despedalando os bancos públicos. Ontem (26) já houve a liberação de mais de R$ 20 bilhões de recolhimento compulsório, para ampliar o crédito privado, e vem aí mais de R$ 100 bilhões de liberação de compulsório mais à frente”, anunciou o ministro após se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em Brasília.

Ontem (26), o BC decidiu reduzir a alíquota do recolhimento compulsório sobre recursos a prazo em dois pontos percentuais, de 33% para 31%. A alteração, que terá efeito a partir do mês que vem, vai destravar R$ 16,1 bilhões. O compulsório é a parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a manter em uma conta no Banco Central, e representa uma das ferramentas da autoridade monetária para regular a quantidade de dinheiro em circulação na economia. Por meio do compulsório, o BC garante que os juros das instituições financeiras estejam alinhados com a taxa Selic, juros básicos da economia. Ao reduzir a alíquota, a autoridade monetária libera mais recursos para serem emprestados.

Em nota, o BC destacou que a redução estrutural dos compulsórios é uma das ações da agenda do banco, mas não estipulou prazos nem os valores que serão flexibilizados.

“A redução estrutural dos compulsórios é uma das ações da Agenda BC#, parte do pilar de eficiência de mercado. O aprimoramento dos atuais instrumentos de assistência financeira de liquidez, também previsto na Agenda BC#, nos permitirão trabalhar com um nível de compulsórios mais baixo no futuro”, disse o BC.

“A ação ainda está em curso, sem definições de prazos ou montantes. O BC não antecipa decisões ou regulações”, acrescenta a nota.

Após fala de Guedes, BC diz que não há definição de montantes e prazos sobre compulsório

Em nota de “esclarecimento”, o Banco Central informou que o aprimoramento dos atuais instrumentos de assistência financeira de liquidez permitirá que se trabalhe no futuro com nível de compulsórios mais baixo, mas que a ação ainda está em curso, “sem definições de prazos ou montantes”.

O esclarecimento do BC veio cerca de duas horas depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que haverá liberação de mais de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios.

“O BC não antecipa decisões ou regulações”, afirmou a autoridade monetária em nota publicada em seu site.

Mais cedo, Guedes afirmou que “vem aí mais de R$ 100 bilhões de liberação de compulsório pela frente”, lembrando que na véspera o Banco Central já havia anunciado redução de alíquotas desses recursos.

O ministro comentou sobre a ampliação do crédito privado. Na prática, o menor recolhimento de compulsório dá amparo para que os bancos possam emprestar maior parcela das suas reservas, o que poderia movimentar a economia, se houver demanda para isso.

A redução das alíquotas de recolhimento compulsório anunciada pelo BC na quarta-feira liberará ao sistema R$ 16,1 bilhões. Segundo a autarquia, a liberação desses recursos terá efeito no próximo dia 15 de julho.

“A redução estrutural dos compulsórios é uma das ações da Agenda BC#, parte do pilar de eficiência de mercado”, completou o BC em comunicado nesta quinta-feira.

*Com informações das Agências Brasil e Reuters.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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