ALBA: Deputado José de Arimateia apresenta Moção de Repúdio aos atos de vandalismo contra dois templos da Igreja Universal em Salvador

José de Arimateia (PRB-BA), deputado estadual, repudia atos de vandalismo contra dois templos da Igreja Universal em Salvador.
José de Arimateia (PRB-BA), deputado estadual, repudia atos de vandalismo contra dois templos da Igreja Universal em Salvador.
José de Arimateia (PRB-BA), deputado estadual, repudia atos de vandalismo contra dois templos da Igreja Universal em Salvador.
José de Arimateia (PRB-BA), deputado estadual, repudia atos de vandalismo contra dois templos da Igreja Universal em Salvador.

O deputado estadual José de Arimateia (PRB) apresentou à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na tarde de ontem (27/06/2019), uma Moção de Repúdio a manifestação de intolerância religiosa e aos atos de vandalismo praticados por integrantes da “Marcha Incomode” contra dois templos da Igreja Universal, em Salvador, no último dia 18 de junho. O parlamentar destacou que seguirá atento com a bancada evangélica do Parlamento Baiano, acerca da necessidade de uma mobilização pela defesa dos direitos humanos e do livre exercício dos cultos religiosos, previstos pela Constituição.

Para o deputado José de Arimateia além do desrespeito à Constituição, um ato como esse leva a refletir intensamente o quanto os brasileiros estão encarcerados e impedidos de manifestar suas opiniões e crenças religiosas. Na moção, o parlamentar ainda convidou todos os evangélicos, sobretudo os membros da Igreja Universal a não permanecerem inertes a uma atitude classificada por ele como censurável e digna de repúdio contra o seu credo religioso. No documento ele sugere também em responder tais atos e cobrar direitos, através do exemplo de boas atitudes, respeito e tolerância ao credo alheio.

“Como bispo da Igreja Universal, legislador e cidadão, desejo que os culpados pelo manifesto de intolerância religiosa sejam identificados e respondam na forma da Lei pelos atos cometidos. Todo ato de vandalismo precisa ser bem apurado e punido. Manifesto também o meu apelo para que as históricas manifestações de intolerância religiosa em nosso estado e país sejam cada vez mais raras e definitivamente extintas para que possamos cobrar os nossos direitos nos aproximando a cada dia mais da prática do bem e do amor ao próximo”, ressaltou Arimateia, que é Bispo da Igreja Universal.

Discurso na Câmara dos Deputados

Márcio Marinho, deputado federal pelo PRB da Bahia, discursou no dia 26 de junho no plenário da Câmara dos Deputados, abordando os ataques a templos da Igreja Universal, em Salvador. Conforme observa-se a seguir:

— Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna, em nome de todos os cristãos, membros e simpatizantes da Igreja Universal do Reino de Deus que sofrem – e não é de hoje – perseguição pela fé que professam. Na última terça-feira, 18 de junho, dois templos da Universal foram pichados, em mais um ato de intolerância religiosa, que dessa vez aconteceu no bairro do Lobato, na cidade de Salvador, na Bahia.

— Membros da Universal foram ameaçados e impedidos de entrar e sair da instituição, enquanto os que se intitulam “manifestantes” praticavam atos de vandalismo à frente da igreja e gritavam frases como: “Fogo nos fascistas” e “Exu não é diabo, respeite meu sagrado”.

— O que me deixa mais indignado é saber que as pessoas que praticaram este crime estavam participando de uma marcha chamada “Incomode”, em que diziam estar lutando contra o genocídio, extermínio, encarceramento em massa da juventude negra e também contra a “intolerância religiosa”.

— Quero deixar claro para os senhores e senhoras presentes que isso não é um caso isolado. Antes do ocorrido em Salvador, outros templos da Universal também sofreram atos de vandalismo em São Paulo, no Estado de São Paulo, em Teresina, no Estado do Piauí, e em Santiago, Capital do Chile.

— Nós, da Igreja Universal do Reino de Deus, somos contrários a qualquer tipo de violência!

— É lamentável saber que, diante da crescente discussão sobre o combate a todo tipo de violência e preconceito, encontramos ainda enraizados na sociedade atos intolerantes como esse, que são considerados crimes de acordo com o art. 5º, inciso VI, da Constituição Federal.

— Registro aqui minha indignação e repúdio. E na oportunidade peço que as autoridades se manifestem no intuito de coibir esse tipo de ato, independente da religião ou da fé professada pelos atingidos.

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