Vereadora repercute crescimento do número de violência em Feira de Santana e no Brasil

Eremita Mota: eu encontro pessoas que me relatam que vão casar, mas não terão filhos por medo da violência.
Eremita Mota: eu encontro pessoas que me relatam que vão casar, mas não terão filhos por medo da violência.
Eremita Mota: eu encontro pessoas que me relatam que vão casar, mas não terão filhos por medo da violência.
Eremita Mota: eu encontro pessoas que me relatam que vão casar, mas não terão filhos por medo da violência.

Em pronunciamento, na sessão ordinária desta segunda-feira (20/05/2019), na Câmara Municipal de Feira de Santana, o edil Eremita Mota (PSDB) tratou sobre o crescente número de violência em Feira e no Brasil.

“Trago aqui um assunto que preocupa as mulheres: a violência. No final do século XX muitas famílias deixaram a zona rural por falta de emprego, digo isso porque muitos familiares meus fizeram isso. Quando chegavam às cidades grandes não tinham trabalho e o Governo não estava preparado para receber estas pessoas, o que ajuda a crescer a violência urbana e os números só aumentam”, pontuou Eremita Mota.

E continuou. “Eu encontro pessoas que me relatam que vão casar, mas não terão filhos por medo da violência. Precisamos falar mais sobre isso para ver se no nosso Município esse índice cai. Ouvi uma vez que, se na cidade tivesse de viaturas policiais na mesma quantidade do número de carros da SMT, estaríamos mais seguros. Feira ainda é uma cidade que a violência fica tímida quando se tem uma viatura passando. Não temos mais lugar para nos sentirmos seguros, hoje todos os lugares são perigosos”, observou.

Segundo ela, os políticos devem ajudar no combate à violência. “Estão vendo a violência crescendo e o que vemos da política em relação a isso? A política é para cuidar da vida das pessoas. Quando as eleições se aproximam ouvimos tantas promessas que, se fossem cumpridas, estaríamos num paraíso. E porque as eleições não ajudam na redução da violência? Na eleição para presidente as pessoas tinham a esperança de que haveria mudança, mas até hoje só discursos divergentes e sem solução”, avaliou.

Para finalizar, Eremita fez questionamentos. “E com isso eu pergunto: que tipo de geração queremos para nosso futuro com tanta violência? Com a falta de saúde e educação? Conheço muitas famílias que os membros não tiveram oportunidade de estudar e isso aumentou a quantidade de pessoas que estão vivendo de qualquer jeito em grandes ou pequenas cidades. Me parece que a sociedade não acompanhou essa mudança e quem precisa mudar, quem precisa fazer isso? É necessário que haja elaboração de projetos sociais para mudar a realidade do nosso país”, findou.

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