Salvador: Parque da Pedra de Xangô é tema de audiência com EMBASA

Moradores e comunidades de Candomblé do Bairro de Cajazeiras, em Salvador recebem os técnicos da Embasa para discutirem juntos sobre as soluções para os diversos problemas de esgotamento sanitários da região.
Moradores e comunidades de Candomblé do Bairro de Cajazeiras, em Salvador recebem os técnicos da Embasa para discutirem juntos sobre as soluções para os diversos problemas de esgotamento sanitários da região.
Moradores e comunidades de Candomblé do Bairro de Cajazeiras, em Salvador recebem os técnicos da Embasa para discutirem juntos sobre as soluções para os diversos problemas de esgotamento sanitários da região.
Moradores e comunidades de Candomblé do Bairro de Cajazeiras, em Salvador recebem os técnicos da Embasa para discutirem juntos sobre as soluções para os diversos problemas de esgotamento sanitários da região.

Nesta quinta-feira (09/05/2019) moradores e comunidades de Candomblé do Bairro de Cajazeiras, em Salvador recebem os técnicos da Embasa para discutirem juntos sobre as soluções para os diversos problemas de esgotamento sanitários da região. A reunião está dentro dos eventos previstos no Projeto Parque em Rede e APA Municipal: o parque que queremos, apoiado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio da Promotoria de Habitação e Urbanismo. O autor é a Casa dos Olhos do Tempo que fala da Nação Angolão Paquetan Malembá, mais conhecida como Terreiro Mutalombo Yê Kaiongo.

A reunião acontece a partir das 9 horas no Terreiro Ilê Axé Tokeji Lodemim, “Entre os assuntos em pauta, estão temas como as lagoas de estabilização, as estações de lodo e baias que estão provocando danos ambientais à toda a região, que tem 62 nascentes seriamente impactadas com esse descuido com o meio ambiente”, atesta o Babalorixá Jeferson Silva, o Mutá Imê, responsável pelo Terreiro Mutalombo Yê Kaiongo.

A reunião contará ainda com os membros do Grupo de Trabalho da Implantação do Parque em Rede da APA Municipal e a equipe técnica do projeto apoiado pelo MP. Entre eles, a autora da pesquisa de mestrado intitulada “Pedra de Xangô: um lugar sagrado afro-brasileiro na cidade de Salvador”, a advogada, doutoranda e mestra em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU-UFBA) Maria Alice Pereira da Silva.

A pesquisadora explica que as comunidades de terreiro lutam há anos pela valorização da área da Pedra de Xangô, o que resultou na criação do Parque em Rede Pedra de Xangô, da APA Municipal Vale do Assis Valente no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano do Município de Salvador (PDDU) e seu tombamento como patrimônio cultural. Também foi possível o desenvolvimento dos estudos para o reconhecimento do monumento rochoso como geossítio de importância cultural e relevância nacional pela CPRM – Serviço Geológico do Brasil. Mas para Maria Alice, ainda há muito o que fazer.

“Precisamos que os entes públicos em todas as suas esferas – municipal, estadual e federal – dialoguem e se envolvam na preservação e gestão deste patrimônio. A Pedra de Xangô, além de patrimônio sagrado, está dentro de uma APA, que diz respeito a assuntos como meio ambiente, flora, fauna, educação ambiental, então, na hora em que todos se envolvem, as pessoas preservam, cuidam, acolhem, não depredam, têm pertencimento”, analisa ela.

Redação do Jornal Grande Bahia
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