Professores da UEFS participam de ato nacional em defesa da educação pública e contra política de cortes de investimento do Governo Bolsonaro

Estudantes e professores de Feira de Santana participaram dos protestos de 15 de maio de 2019 contra o Governo Bolsonaro.
Estudantes e professores de Feira de Santana participaram dos protestos de 15 de maio de 2019 contra o Governo Bolsonaro.
Estudantes e professores de Feira de Santana participaram dos protestos de 15 de maio de 2019 contra o Governo Bolsonaro.
Estudantes e professores de Feira de Santana participaram dos protestos de 15 de maio de 2019 contra o Governo Bolsonaro.

O Comando de Greve dos professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) regressa às ruas de Feira de Santana nesta quinta-feira (30/05/2019), objetivando participar de mais um dia nacional de luta em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade e contra os cortes promovidos pelo Governo Bolsonaro.

A concentração está marcada para às 8:30 horas, na Praça Tiradentes, em frente ao Instituto Gastão Guimarães, em Feira de Santana. A mobilização será realizada concomitantemente em todo o país por representantes de diversas entidades.

Além da defesa da educação, todas as iniciativas visam a construção da Greve Geral contra a reforma da Previdência. A greve está marcada para 14 de junho e foi acordada entre todas as centrais sindicais.

Greve de 15 de maio

No dia 15 de maio, o Comando de Greve dos docentes da Uefs, em conjunto com outras entidades, organizou um protesto contra os cortes orçamentários anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. A ação, que ocorreu em todo o país, marcou a primeira grande manifestação contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, informou os grevistas.

Segundo os organizadores do protesto, o Ato Unificado foi uma construção coletiva feita a partir de encontro entre múltiplas categorias que estão mobilizadas em todo o país. Com uma pauta única, em defesa do direito à educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, os movimentos organizados e comunidade geral estiveram nas ruas para uma aula pública de resistência e preservação dos direitos sociais garantindo que não vão ceder às investidas dos Governos em destruir a educação.

Em um momento de grande sensibilização da população com os cortes de 30% no orçamento das universidades federais, os professores em greve, mais uma vez, denunciaram o Governo do Estado que há anos vem contingenciando o orçamento das universidades estaduais e alimentando a população com inverdades que omitem o sucateamento das instituições.

Comando de Greve emite nota

O Comando de Greve dos professores da UEFS enviou nota nesta terça-feira (28) no ao Jornal Grande Bahia (JGB) informando sobre o transcurso do movimento. Segundo os representantes do movimento a “greve continua nas universidades estaduais da Bahia”. Os grevistas apresentaram as seguintes declarações:

— Nas assembleias realizadas no último dia 20, as quatro universidades estaduais da Bahia aprovaram a continuidade da greve que já dura quase 50 dias. Na última reunião do Fórum das Associações Docentes (ADs), os representantes dos comandos de greve sinalizaram para a necessidade de radicalização do movimento grevista, tendo em vista a atitude inflexível do governador Rui Costa, que se recusa a retomar a mesa de negociações ou dialogar sobre a contraproposta elaborada pelos docentes.

— As reuniões realizadas com representantes do governo da Bahia até o momento apontaram para o total descaso do Governo da Bahia com a pauta docente, além disso, Rui Costa tem aproveitado o espaço na imprensa para espalhar inverdades e distorções sobre os rumos do Movimento Docente.

— Bastante incomodado com as comparações que tem recebido, não por acaso, com o Governo Bolsonaro, no que diz respeito às políticas educacionais, Rui Costa disparou falácias sobre salários, licenças, carga horária de trabalho e a greve.

— Entre os absurdos ditos, o governador insinua que a greve dos docentes é uma questão política para promover determinados nomes. Como base para esta acusação, Rui Costa afirma que a greve foi iniciada antes da instalação da mesa de negociação já prevista para dois dias úteis após a assembleia.

—O que o governador fingiu esquecer é que desde 2016, os professores vêm tentando negociar sem qualquer resposta do governo, ou seja, são 3 anos de silêncio e omissão que continuam.

Estudantes e professores de Feira de Santana participaram dos protestos de 15 de maio de 2019 contra o Governo Bolsonaro.
Estudantes e professores de Feira de Santana participaram dos protestos de 15 de maio de 2019 contra o Governo Bolsonaro.
Sobre Carlos Augusto 9525 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).