Na Bahia, vendas do varejo têm variação negativa -0,1% de fevereiro para março de 2019

Tabela do IBGE apresenta dados das vendas do varejo na Bahia, referentes ao período de fevereiro para março de 2019
Tabela do IBGE apresenta dados das vendas do varejo na Bahia, referentes ao período de fevereiro para março de 2019.
Tabela do IBGE apresenta dados das vendas do varejo na Bahia, referentes ao período de fevereiro para março de 2019
Tabela do IBGE apresenta dados das vendas do varejo na Bahia, referentes ao período de fevereiro para março de 2019.

Em março de 2019, na Bahia, 6 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2018.

A única alta veio do segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,8%), enquanto as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo se mantiveram estáveis (0,0%).

Os recuos nas vendas foram maiores nos setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-57,8%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-26,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-10,7%). Porém, levando em conta o peso de cada atividade na estrutura do varejo baiano, os recuos em vestuário e livros foram, nessa ordem, os que mais contribuíram para o resultado negativo do comércio como um todo, em março.

O segmento de vestuário apresentou sua primeira retração no ano e ainda fechou o primeiro trimestre de 2019 com uma variação positiva nas vendas (0,5%). Já as vendas de livros mantiveram a forte trajetória de queda iniciada em julho de 2018, aumentando o ritmo em relação a janeiro e fevereiro e acumulando recuo de 51,1% nos três primeiros meses de 2019.

Dentre os segmentos com resultados negativos em março, vale ressaltar também a queda nas vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,3%). Foi a primeira retração para essa atividade depois de quase dois anos de altas seguidas (vinha crescendo mês a mês desde maio de 2017). O segmento tem participação importante das vendas nos grandes sites de compras e havia sido, por muito tempo, uma das principais influências positivas para o varejo baiano como um todo.

Com quedas nas vendas de automóveis (-16,5%) e material de construção (-9,9%), varejo ampliado na Bahia recua 8,0% em março 19/ março 18

Em março, na Bahia, o comércio varejista ampliado também teve resultados negativos e piores que os do varejo restrito.

Frente a fevereiro (série com ajuste sazonal), as vendas do varejo ampliado recuaram 0,7%, um desempenho pior que a média nacional (+1,1%). Já na comparação com março de 2018, as vendas do varejo ampliado na Bahia caíram 8,0%, recuando mais que o dobro da média (-3,45%) e mostrando o terceiro pior desempenho entre os estados, acima apenas de Alagoas (-9,7%) e Paraíba (-10,6%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Na comparação com março de 2018, esses dois segmentos voltaram a cair de forma significativa, após terem avançado em fevereiro. As vendas de veículos tiveram recuo de 16,5%, e as de materiais de construção caíram 9,9%.

Redação do Jornal Grande Bahia
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