De olho no BC, mercado alavanca dólar para R$ 4,10 com aumento de incertezas locais e externas; Governo Bolsonaro conduz economia para recessão

Incapaz de promover dinâmica na economia brasileira, Governo Bolsonaro observa inerte escalada da cotação do dólar frente ao real.
Incapaz de promover dinâmica na economia brasileira, Governo Bolsonaro observa inerte escalada da cotação do dólar frente ao real.
Incapaz de promover dinâmica na economia brasileira, Governo Bolsonaro observa inerte escalada da cotação do dólar frente ao real.
Incapaz de promover dinâmica na economia brasileira, Governo Bolsonaro observa inerte escalada da cotação do dólar frente ao real.

A intensa pressão de compra de dólar aumentou nesta sexta-feira (17/05/2019), com a moeda norte-americana disparando para acima de 4,10 reais, nos maiores níveis em oito meses, enquanto o mercado se mantém em alerta para eventuais atuações do Banco Central no mercado de câmbio.

Não houve uma notícia específica que catapultasse a moeda norte-americana, mas, segundo analistas, um mix entre falta de confiança na articulação política do governo, exterior avesso a risco e “teste” à disposição do BC para atuar no câmbio inflamou a demanda por dólares.

O dólar subiu contra várias divisas emergentes, mas, novamente, o movimento local foi mais intenso, evidência de que questões idiossincráticas têm tido peso mais notório na formação do preço da moeda.

O dólar à vista BRBY subiu 1,62%, a 4,1019 reais na venda.

É o maior patamar desde 19 de setembro de 2018 (4,1242 reais).

Na máxima durante os negócios, a cotação bateu 4,1140 reais.

A valorização desta sexta-feira é a mais forte desde 24 de abril (1,63%).

Na semana, o dólar acumulou ganho de 4%, maior rali desde a semana terminada em 24 de agosto de 2018 (4,85%).

Além dos ruídos políticos, que ameaçam atrasar mais o andamento da reforma previdenciária, o dólar disparou nesta semana conforme o mercado rebaixou mais os prognósticos para a atividade econômica. Isso respalda especulações de que o Banco Central possa reduzir mais os juros, deprimindo a atratividade do real frente a outras divisas.

Algumas casas já veem juro entre 5% e 6% ao fim do ano, ante os atuais 6,50%.

Com o dólar em espiral de alta, o mercado começou a debater de forma mais intensa a probabilidade de atuação do BC no mercado de câmbio.

Nos últimos anos, o BC tem atuado via contratos de swap cambial e leilões de linha de dólares. A última oferta líquida de swaps ocorreu no fim de agosto. No fim do último mês de março, quando o dólar havia tocado também os 4 reais, o BC anunciou oferta líquida de linhas de dólares com compromisso de recompra.

Para o chefe da mesa proprietária de um banco em São Paulo, o real já incorporou muitas notícias negativas e está “barato”, quando comparado a outros ativos domésticos.

“Então, se essa deterioração continuar, esperamos algum tipo de intervenção”, afirmou o profissional, acreditando que uma persistente depreciação cambial contamina outras classes de ativos, criando um ciclo “muito negativo”.

Segundo Fabrizio Velloni, chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, o mercado tem “testado” a disposição do Banco Central para atuar. Mas ele considera a atual postura de observação da autoridade monetária como a mais acertada.

Corroborando a ideia de que, por ora, não há pânico nem disfuncionalidade no câmbio, as taxas de cupom cambial <0#FRC:>, que simulam taxas de juros em dólar, seguem perto de mínimas recentes.

*Com informações de José de Castro, da Agência Reuters.

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