Manifestantes saem às ruas contra apologia a corrupção da República promovida pelo presidente Jair Bolsonaro, ao decretar comemoração do Golpe Civil-Militar de 1964

Povo vais às ruas durante ato ‘Ditadura Nunca Mais’, contra o nazifascismo do governo do presidente Jair Bolsonaro, em 31 de março de 2019.
Povo vais às ruas durante ato ‘Ditadura Nunca Mais’, contra o nazifascismo do governo do presidente Jair Bolsonaro.
Povo vais às ruas durante ato ‘Ditadura Nunca Mais’, contra o nazifascismo do governo do presidente Jair Bolsonaro, em 31 de março de 2019.
Povo vais às ruas durante ato ‘Ditadura Nunca Mais’, contra o nazifascismo do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Manifestantes contra às comemorações alusivas ao 31 de março de 1964, quando foi instituído o governo militar no Brasil, saíram às ruas neste domingo (31/03/2019) em várias cidades, incluindo Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. As manifestações foram convocadas após o presidente Jair Bolsonaro orientar a leitura de uma ordem do dia nas unidades militares em alusão à data. Segundo militares, a ordem do dia foi lida na sexta-feira (29), sem alterações de rotina. No sábado, a Justiça Federal liberou as comemorações pela tomada de poder pelos militares e a deposição do ex-presidente João Goulart, há 55 anos.

No Rio de Janeiro, os manifestantes se concentraram a partir das 16h na Cinelândia, no centro. Com cartazes críticos, os manifestantes exibiram fotografias de vítimas do regime militar e relatos de episódios que aconteceram no período. O começo do ato foi marcado por músicas como Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré, Cálice, Apesar de você e Vai passar, de Chico Buarque.

No carro, de som, políticos, entidades estudantis e outras lideranças populares falaram sobre o período da história do Brasil, lembrando de atos como o incêndio da sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, ocorrido no dia 1º de abril de 1964.

Filho do cartunista Henfil, o cronista Ivan Cosenza de Souza disse que há uma tentativa de reescrever a história do Brasil. “É incrível que pessoas tentem passar panos quentes nessa página horrível da história do Brasil.”

A funcionária pública Anabela Rocha disse que o ato foi espontâneo: “Eu acho importante deixar claro que a gente não quer que nunca mais aconteça algo parecido”. “A gente repudia totalmente que haja qualquer tipo de comemoração.”

São Paulo

Em São Paulo, o Ministério Público Federal e outras entidades organizaram uma caminhada silenciosa no Parque Ibiraquera, zona sul, em homenagem às vítimas e o reconhecimento de atos de violências registrados durante o regime militar (1964-1985).

O ato começou às 16h na Praça da Paz, dentro do Ibirapuera, com apresentações musicais de Vicente Barreto, Eduardo Gudin e Fabiana Cozza. Os participantes, em sua maioria vestidos de preto, depositaram rosas vermelhas e retratos de desaparecidos políticos.

A procuradora-geral da República e presidente da comissão sobre mortos e desaparecidos políticos, Eugênia Augusta Gonzaga, disse que falta conscientização sobre o que ocorreu no Brasil.

“Essas marchas silenciosas já acontecem em outros países. O Uruguai, por exemplo, já está na 23ª edição da caminhada silenciosa em memória das vítimas. Eu acho que o Brasil não fez a sua lição de casa.”

Parentes de vítimas regime milit, como Ernesto José de Carvalho, que perdeu o pai Devanir José de Carvalho e a mãe Pedrina José de Carvalho, além de dois tios. “É emocionante e significativo participar desse evento, principalmente no momento em que a gente vive hoje”, afirmou. “Este ano, para nós familiares e para mim é importante estar aqui hoje.”

Mariluce Moura, perdeu o marido Gildo Lacerda, e disse ter sido torturada durante a gravidez. “A gente tem que redobrar a resistência democrática, o clamor por Justiça, verdade e memória. Se a gente já fazia essas movimentações no anos anteriores, faremos agora, mais do que nunca.”

Povo vais às ruas durante ato ‘Ditadura Nunca Mais’, contra o nazifascismo do governo do presidente Jair Bolsonaro, em 31 de março de 2019.
Povo vais às ruas durante ato ‘Ditadura Nunca Mais’, contra o nazifascismo do governo do presidente Jair Bolsonaro.
Povo vais às ruas durante ato ‘Ditadura Nunca Mais’, contra o nazifascismo do governo do presidente Jair Bolsonaro, em 31 de março de 2019.
Povo vais às ruas durante ato ‘Ditadura Nunca Mais’, contra o nazifascismo do governo do presidente Jair Bolsonaro.
Redação do Jornal Grande Bahia
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