Feira de Santana: Moradora do Bairro Capuchinhos critica construção de posto de combustível na Avenida João Durval e revela indignação

Monalisa Ferreira disse que avalia a situação como uma falta de respeito e educação por parte do empresário que está edificando o posto de combustível.
Monalisa Ferreira disse que avalia a situação como uma falta de respeito e educação por parte do empresário que está edificando o posto de combustível.

Moradora do Bairro Capuchinhos há quase quatro décadas, membro da organização ambiental Greenpeace, Monalisa Ferreira é vizinha do posto de combustível que se encontra em construção na Avenida João Durval, esquina com a Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, em Feira de Santana.

Ao avaliar a construção do empreendimento, que está sendo erguido ao lado de residências, restaurantes e próximo a creches e templos religiosos, ela criticou severamente e revelou profunda indignação com relação a violação dos direitos difusos da sociedade e o dela próprio.

“Observo uma falta de senso para o lado social e estrutural da avenida, do bairro e da cidade. A maioria das pessoas que moram nas proximidades do posto de combustível são pessoas de idade, com mais de 60, 70 anos. São moradores que mereciam mais respeito pela saúde e a qualidade de vida. Algo que a cidade tem deixado de oferecer, por não mais possuir tantas árvores nas ruas e avenidas”, disse Monalisa Ferreira.

A defensora do meio ambiente afirmou, também, que o posto de combustível foi construído próximo da escola onde o filho estuda e que isso aumentou a dificuldade e o perigo para que ele possa atravessar a rua.

Monalisa Ferreira disse que avalia a situação como uma falta de respeito e educação por parte do empresário que está edificando o posto de combustível e lamentou saber que ele foi morador do bairro e vizinho destas pessoas.

“Na esquina, próximo ao posto, funciona uma creche com crianças de 18 meses. Como posso me sentir alegre, satisfeita e feliz com essa situação? Eu fico feliz e alegre em ver o desenvolvimento e crescimento de Feira de Santana em um outro contexto. Mas, hoje, socialmente e economicamente eu estou revoltada. Porque não tem como viabilizar o funcionamento deste empreendimento”, alegou.

Monalisa Ferreira reiterou que a Lei e o direito das pessoas deveriam ser respeitados. “Eu acho que o desaforo, desacato, desequilíbrio e o desarranjo social e financeiro desta cidade conduz a vermos situações desta maneira. Quem tem dinheiro pode tudo? É essa a situação: Eu tenho dinheiro, então, faço tudo. Isto está errado!”, lamentou.

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Sobre Carlos Augusto 9459 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).