Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Feira de Santana visita Case Zilda Arns

Comissão de Direitos Humanos visitou Case Zilda Arns para obter informações sobre como ocorreu à fuga de internos, quantos menores foram apreendidos e sobre boatos espalhados por mensagens de WhatsApp, que já existia ameaça de fuga.
Comissão de Direitos Humanos visitou Case Zilda Arns para obter informações sobre como ocorreu à fuga de internos, quantos menores foram apreendidos e sobre boatos espalhados por mensagens de WhatsApp, que já existia ameaça de fuga.
Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Feira de Santana visita Case Zilda Arns para obter informações sobre como ocorreu à fuga, quantos menores foram apreendidos e sobre boatos espalhados por mensagens de WhatsApp, que já existia ameaça de fuga.
Comissão de Direitos Humanos visitou Case Zilda Arns para obter informações sobre como ocorreu à fuga de internos, quantos menores foram apreendidos e sobre boatos espalhados por mensagens de WhatsApp, que já existia ameaça de fuga.

A Comissão de Reparação, Direitos Humanos, Defesa do Consumidor e Proteção a Mulher da Câmara Municipal de Feira de Santana visitou a Comunidade de Acolhimento Socioeducativo (Case) –  Zilda Arns, na manhã desta segunda-feira (15/04/2019), para obter informações sobre a fuga de internos ocorrida na última sexta-feira (12).

O presidente da comissão, vereador Isaías dos Santos (PSC), questionou ao diretor da unidade – Tarcísio Branco – como ocorreu à fuga, quantos menores foram apreendidos e sobre boatos espalhados por mensagens de WhatsApp, que já existia ameaça de fuga.

Tarcísio Branco explicou que apesar do trabalho na Case ser pautado na humanização e ressocialização dos internos – com cursos profissionalizantes e oficinas – de panificação, informática, aulas de música e artesanato, entre outros. “O risco de fuga é inerente. São unidades de privação da liberdade. Quem está privado da liberdade quer fugir”, ponderou.

O diretor informou que na noite da sexta-feira, por volta das 18h30, após quebrarem a trava e o cadeado de uma das guaritas, 24 menores fugiram pelo local levando o rádio transmissor do funcionário que estava na guarita, posteriormente recuperado. Destes, 13 foram apreendidos menos de 24 horas após a fuga, um foi entregue na Case pela mãe no sábado pela manhã. A polícia continua nas buscas por 10 menores infratores.

Segundo ele, a ação dos internos foi rápida, organizada e levou aproximadamente seis minutos. O diretor também destacou a resposta ágil da Polícia Militar que chegou ao local, cinco minutos após ser acionada. E acrescentou que já foi instaurada uma Comissão de Apuração Disciplinar.

Sobre o questionamento de ameaças de fuga, o diretor disse desconhecer. Ele também afirmou que nenhuma arma foi encontrada na Zilda Arns, apesar da superlotação da unidade que possui capacidade para 90 internos, mas estava com 136.

Branco também fez questão de esclarecer que o atraso de uma semana nas ligações dos menores, após um problema na rede da operadora de telefonia, foi sanado um dia antes da fuga. E os menores já tinham realizado as ligações que tem direito.

O vice-presidente da comissão, vereador Ronaldo Caribé – Ron do Povo (PTC) questionou sobre o sistema de videomonitoramento.  O diretor informou que aFundação da Criança e do Adolescente (Fundac) está instalando o sistema em várias unidades e a previsão é que Case Zilda Arns passe a contar com videomonitoramento ainda em 2019.

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (16), a vereadora Gerusa Sampaio (DEM) membro da Comissão de Direitos Humanos, usou seu tempo na tribuna para repercutir a visita. “Podemos observar que a instituição possui um trabalho pautado na humanização. Tarcísio Branco, diretor da Casa, nos informou que durante uma troca de turnos dos funcionários, na noite da sexta-feira, por volta das 18h30, 24 internos fugiram. 14 deles já foram recuperados e a Polícia Militar está à procura dos outros”.

Em aparte, o vereador Luiz Augusto de Jesus – Lulinha (DEM) informou que os funcionários já suspeitavam da fuga. “A ameaça já era inerente. Funcionários falaram que os internos já estavam armados”, contou.

De volta com a palavra, a democrata explicou que a instituição, juntamente com a PM, já estão tomando as devidas providencias. “Fazer alvoroço depois que a fuga aconteceu não resolve nada. Eles erraram e estão consertando. Temos que entender que eles trabalham com vidas. Não estão livres de falhar”, findou.

Ao final dos esclarecimentos, o diretor Tarcísio Branco levou os vereadores para conhecerem as instalações da Comunidade de Acolhimento.

A Comissão de Direitos Humanos foi até a Zilda Arns após solicitação do líder da bancada governista, vereador Marcos Lima (Patriota), em discurso na Casa da Cidadania.

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 111164 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]