ALBA: Deputados condenam celebração do presidente Jair Bolsonaro ao Golpe Civil-Militar de 1964

Parlamentares da Bahia condenam celebração do presidente Jair Bolsonaro ao Golpe Civil-Militar de 1964.
Parlamentares da Bahia condenam celebração do presidente Jair Bolsonaro ao Golpe Civil-Militar de 1964.
Parlamentares da Bahia condenam celebração do presidente Jair Bolsonaro ao Golpe Civil-Militar de 1964.
Parlamentares da Bahia condenam celebração do presidente Jair Bolsonaro ao Golpe Civil-Militar de 1964.

A sessão ordinária realizada pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na tarde desta segunda-feira (01/04/2019), foi marcada por discursos que trataram do aniversário do golpe militar ocorrido em 31 de março de 1964, ato que completou 55 anos.

O deputado Marcelino Galo, líder da bancada do PT na Casa, abriu o pequeno expediente lamentando o fato ocorrido na história do Brasil. “Hoje é um dia fatídico para a história do Brasil, do povo brasileiro. Há 55 anos, foi interrompido o processo civilizatório dessa nação com uma ditadura feroz. Essa ditadura que assassinou mais de 430 militantes políticos usando a violência como instrumento político de eliminação dos seus adversários. Foram mais de 50 mil pessoas processadas”, disse o parlamentar.

Em seu pronunciamento, o deputado Robinson Almeida (PT) disse que os militares tomaram o poder em 1964 a partir de um ‘sofisma’ de que o comunismo queria se implantar no país. “Era uma época de tentativa de modernização do Brasil, de discussão das reformas de base para superar os focos de desigualdade; palavras e metas, como reforma agrária e urbana ou reestruturação da educação brasileira, em tempos de guerra fria, soavam como ameaça”, descreveu o petista, para quem o dia de hoje é de repudiar a quebra da legalidade democrática.

Líder da bancada da minoria no Legislativo, o deputado Targino Machado (DEM) também falou da passagem da data. “Inicialmente, quero deixar registrado nos anais desta Casa que por melhor que seja a ditadura e por pior que seja a democracia, mil vezes que eu seja perguntado, eu ficaria com a democracia. Afinal de contas, sem a liberdade, não pode haver vida. E não existe liberdade onde apenas cabeças iluminadas se acham com direito assertivo de mandar”, discursou o democrata.

O deputado Jacó (PT) leu nome e sobrenome de mais de trinta baianos assassinados durante o período da ditadura, prestando uma homenagem às vítimas do regime: “Foram jovens, homens e mulheres, na sua maioria de até 26 anos. Quero mandar, em nome desta Casa, os nossos sinceros sentimentos e solidariedade às famílias enlutadas. Hoje não temos nada a comemorar”.

A deputada Maria del Carmen (PT) subiu à tribuna para se associar às falas dos colegas, dizendo ser um dia de luto e dando seu próprio testemunho sobre o período. “É impossível não falarmos sobre o que aconteceu. Naquela ocasião, eu era uma jovem estudante do Colégio Central da Bahia e assisti de perto todas as lutas, inclusive as lutas estudantis, uma força daquela juventude que teve a coragem de reagir, mesmo com todas as ameças que aconteciam naquele momento”, relatou a parlamentar.

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