Vereadores repercutem reunião entre APLB e a Prefeitura de Feira de Santana

Eremita Mota: vamos ver se todos os itens que a APLB está reivindicando terão resposta.
Eremita Mota: vamos ver se todos os itens que a APLB está reivindicando terão resposta.
Eremita Mota: vamos ver se todos os itens que a APLB está reivindicando terão resposta.
Eremita Mota: vamos ver se todos os itens que a APLB está reivindicando terão resposta.

Câmara Municipal de Feira de Santana debateu nesta terça-feira, (12/03/2019), a reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) e a prefeitura de Feira de Santana.

Eremita aborda reunião entre APLB e Prefeitura

A a edil Eremita Mota (PSDB) tratou sobre a reunião realizada entre o prefeito Colbert Martins e representantes da APLB, na manhã da última segunda-feira (11).

“Quando existe uma greve, às vezes, que está de fora acha que os prejudicados são apenas pais e alunos, mas os professores também se prejudicam. Muitos não têm coragem de aderir ao movimento, o que causa mal-estar entre a categoria. Acho que ontem o prefeito atendeu bem às professoras e paira na cabeça de cada professora se o que foi conversado terá uma resposta. Apesar de terem sido bem recebidas, ainda esperam a resposta. O que ficou em minha cabeça é que quando aderimos a uma greve desta, queremos saber o que será feito pelo gestor”, pontuou Eremita.

A vereadora lembrou que no encontro foram abordados ainda demandas que não estavam na pauta de reivindicações. “E isso foi muito importante. Até disse ao prefeito que como presidente da Comissão, vou fazer uma visita a cada escola para conhecer a demanda de cada uma. Conheço muitas escolas, mas não tenho noção da demanda de todas. Estar na Secretaria ganhando o dinheiro de pose é bonito. Mas, quer saber a realidade? Sai da cadeira, vai às escolas e não ficar enfeitando situações. Muitas vezes, a competência está no agir”, observou.

Segundo ela, ficou feliz pelo atendimento e oportunidade que os professores terão de voltar a encontrar o prefeito e obterem uma resposta. “Acho que é essa a expectativa da categoria. Acredito que o prefeito vai entender isso. Tudo fica certo quando você conversa com o outro e percebe a sinceridade. Vamos ver se todos os itens que a APLB está reivindicando terão resposta’, disse.

Em aparte, o vereador Cadmiel Pereira (PSC) parabenizou a colega pelo discurso e a disposição da Comissão de Educação da Casa em mediar esse conflito. “A Comissão estar presente é como ter fé pública. O gestor é quem vai dizer das possibilidades, mas as presenças das Comissões enriquecem os debates. Atitudes como esta deixa a Comissão mais imponderada e por isso a parabenizo”, analisou.

Para finalizar, Eremita disse que sugerirá ao Governo alguns ajustes na escola próximo ao Parque de Exposições. “A escola está um desmando só e a secretária disse que não há necessidade de desnucleamento, mas gostaria que ela fosse olhar de perto antes de dá uma resposta. É importante visitar as instituições, saber como está o funcionamento e as dificuldades serão amenizadas. Essa é minha visão. Sempre digo ao prefeito que sou uma vereadora que faço parte da bancada, mas sou coerente. No dia que eu for visitar as escolas vou passar para todos a verdade, doa a quem doer”, findou.

Eremita Mota explicou que continua à disposição para mediar o diálogo entre o prefeito de Colbert Martins Filho e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Feira).

Ontem, Eremita, que é presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal- viabilizou uma audiência entre o prefeito e a diretora da APLB -Feira, Marlede Oliveira para discutir a paralisação dos professores da rede municipal.

“Ouvi de uma professora que estão cansadas de promessas. Eu entendo a causa de vocês” disse a vereadora.

Cadmiel acredita em acordo entre Prefeitura e APLB

Cadmiel Pereira (DEM) lembrou da reunião que os professores tiveram com o prefeito na manhã da última segunda-feira e acredita que tudo se resolverá com bom senso e diálogo.

“Gostaria de enfatizar o dia de ontem, onde tivemos professores nas galerias da Casa e a professora Marlede, diretora da APLB, no uso da tribuna apresentou as demandas da categoria para o Governo. Entendemos que é caro esse conhecimento adquirido pelos educadores ao longo de suas carreiras e levar para o mercado o melhor que podem ofertar, mas isso não é possível se não tiverem estrutura e condições para tal. Não é fácil ter em uma sala de aula crianças especiais, não é fácil atender aos anseios do povo”, pontuou Cadmiel.

E continuou. “Pelo dia de ontem, quero parabenizar a APLB e o prefeito por terem dialogado, pois escutar é importante. Entendo que há leis caducas para a atual conjuntura educacional e protocolei hoje pela manhã o pedido de criação do Estatuto do Magistério, para traçar diretrizes e parâmetros da educação”, informou.

Cadmiel disse mais que, ontem observou que o prefeito ouviu com paciência as reivindicações e pediu uma semana para levar um retorno da nova formatação de uma comissão em análise do plano de carreira.  Também se colocou para analisar o reajuste de 5% para os professores do Ensino Fundamental II. Sobre os pedidos de incorporação de carga horária, o prefeito pediu celeridade nesse processo e em relação aos reajustes de pouco mais de 4%, o Município sempre concedeu”, ressaltou.

Para finalizar, Cadmiel reconheceu a legalidade da greve realizada pelos professores. “Greve é direito do trabalhador e deve ser respeitado. Todos que estavam aqui ontem foram com intenção de contribuir para o melhor ensino na nossa cidade. Peço paciência e diálogo para avançar nas negociações, acredito que chegarão a um denominador comum”, findou.

Redação do Jornal Grande Bahia
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