UNICEF alerta para aumento de casos de sarampo no Brasil e no mundo

Infográfico apresenta dados sobre Sarampo.Infográfico apresenta dados sobre Sarampo.
A vacina contra o sarampo deve ser administrada em, no mínimo, 92% da população para garantir uma imunidade coletiva.

A vacina contra o sarampo deve ser administrada em, no mínimo, 92% da população para garantir uma imunidade coletiva.

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (02/03/2019) pelo Fundo Internacional de Emergência para a Infância das Nações Unidas, dez países foram responsáveis por três quartos da alta dos casos registrados em 2018.

De acordo com dados do Unicef, 98 países notificaram mais casos da doença em 2018 do que em 2017, que é potencialmente mortal e pode ser prevenida graças à vacina. “Temos uma vacina segura, efetiva e econômica contra uma doença altamente contagiosa, que salvou um milhão de vida por ano nas últimas décadas”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do Fundo.

A maior epidemia acontece na Ucrânia. Em 2018, foram notificados 35.120 casos no país, 30.000 mais que em 2017. Segundo o governo, 24.042 pessoas foram contaminadas nos primeiros meses de 2019. No Brasil, 10.262 pessoas contraíram a doença em 2018. Nenhum caso foi registrado em 2017.

A falta de estrutura sanitária, a baixa conscientização da comunidade e a reticência em relação à vacinação são apontadas como fatores para a alta das contaminações. Em fevereiro, a OMS (Organização Mundial da Saúde), já havia alertado para um surto de sarampo no mundo, com cerca de 50% de casos a mais em relação a 2017. Cerca de 136 mil pessoas morreram vítimas da doença.

“Fake News” prejudicam vacinação

Na França, o aumento entre 2017 e 2018 foi de 2.269 casos, segundo o Unicef. O aumento está vinculado em parte no país às “fake news” que vinculam a vacina contra o sarampo ao autismo e outros problemas. As informações se propagam rapidamente nas redes sociais e influenciam a população.

A vacina conhecida como tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, foi criada nos anos 60. Desde sua descoberta, o número de casos no mundo diminuiu em 99%. Para obter uma imunidade coletiva, a taxa de vacinação deve girar em torno de 92%. É preciso proteger pessoas não vacinadas e que fazem parte do grupo de risco, como bebês e mulheres grávidas.

Alta nos EUA

Nos Estados Unidos, a situação também é alarmante. Desde 1° de janeiro seis focos da doença foram declarados nos estados de Washington, Colorado e Nova York, contaminando 159 pessoas. O sarampo havia sido erradicado do país no início do século. A situação atual é “inaceitável”, segundo Anthony Faucy, diretor do Instituto Nacional de Doenças infecciosas.

A maioria das epidemias americanas de sarampo começa quando o vírus chega no corpo de uma pessoa que regressa de uma viagem ao exterior. Depois se propaga entre as pessoas que não foram vacinadas, que tendem a viver perto uma das outras.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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