Uma das vencedoras do Prêmio BDMG Instrumental 2018, a pianista Luísa Mitre é destaque em documentário e show inéditos que o SescTV exibe

Luísa Mitre fala sobre sua carreira, pesquisas musicais e inspirações em documentário da série Passagem de Som, que o SescTV exibe.
Luísa Mitre fala sobre sua carreira, pesquisas musicais e inspirações em documentário da série Passagem de Som, que o SescTV exibe.
Luísa Mitre fala sobre sua carreira, pesquisas musicais e inspirações em documentário da série Passagem de Som, que o SescTV exibe.
Luísa Mitre fala sobre sua carreira, pesquisas musicais e inspirações em documentário da série Passagem de Som, que o SescTV exibe.

Cada vez mais mulheres ganham espaço no cenário da música instrumental brasileira e a pianista mineira Luísa Mitre é um desses nomes. Luísa, que já esteve em turnê no exterior, fala sobre sua carreira, pesquisas musicais e inspirações em documentário da série Passagem de Som, que o SescTV exibe no dia (03/03/2019), domingo, às 21 horas. Na sequência, toca repertório autoral, que mescla música de concerto com MPB, samba, baião, maracatu e, principalmente, o choro, em show da série Instrumental Sesc Brasil. As produções têm direção geral de Max Alvim e podem ser assistidas, também, em sesctv.org.br/aovivo.

Luísa nasceu em Belo Horizonte – MG, em uma família de músicos que gostava de ouvir canções de Tom Jobim, Caetano Veloso, João Bosco, Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal, além de composições instrumentais. Ela acredita que vem daí a sua influência. “Eu tinha dois anos e meio para três quando pedi para o Papai Noel um piano”, lembra. O brinquedo foi seu primeiro passo para a carreira que hoje a coloca entre as principais artistas da música instrumental mineira.

Formada em piano e música popular pela UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, Luísa também é mestre em performance musical pela mesma instituição. Em sua pesquisa de mestrado, estudou o universo do piano no choro. Em 2011, criou o grupo Toca de Tatu e com ele lançou discos, fez turnês no pela Europa, passando por países como Holanda, França e Inglaterra, e ganhou prêmios. Em 2017, Luísa estreou como artista solo com o álbum Oferenda, que lhe proporcionou ser uma das quatro vencedoras da categoria principal do 18º Prêmio BDMG Instrumental 2018, com as composições de sua autoria: Chegada e Partida. Neste festival, ela recebeu, ainda, o prêmio de melhor arranjo com a versão de Corrupião, de Edu Lobo (1993).

No Passagem de Som, Luísa visita, na capital paulista, o atelier da ceramista Stella Ferraz, que fala do processo de produção de suas peças, e a musicista recorda sua infância, quando brincava com argila. Ainda na cidade de São Paulo, Luísa vai à Aronne Pianos, empresa especializada em serviços voltados ao mercado do instrumento. Ali, ela conta que estudou obras dos compositores e pianistas Cristovão Bastos e Laerte de Freitas, com grupos de choro. “Gravações que eles não estão tocando no piano solo, estão tocando, pelo menos, com cavaquinho, violão e uma percussão e onde o piano se encaixa no grupo”, explica e completa dizendo que para entender o que esses músicos fizeram, ela teve que compreender o que os também compositores desse instrumento Tia Amélia, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth fizeram.

O Passagem de Som destaca a representação do choro por mulheres em diferentes períodos. Nomes como Chiquinha (1847 – 1935), Carolina Cardoso de Menezes (1916 – 1999) e Lina Pesce 1913 – 1995) são citados pelo pianista Hercules Gomes. Ele conta que na época de Tia Amélia (1897 – 1983), as mulheres só podiam tocar piano no ambiente familiar. “Isso acaba refletindo no número de mulheres pianistas. É uma herança histórica que a gente tem”, afirma Luísa.

O documentário acompanha o ensaio do show de Luísa Mitre para a série Instrumental Sesc Brasil, que o canal exibe na sequência. No espetáculo, a pianista se apresenta com o Toca de Tatu, que traz Natália Mitre, no vibrafone e conga; Marcela Nunes, na flauta; Camila Rocha, no contrabaixo; e Paulo Fróis, na bateria. No repertório, Valsa da Espera; Chegada; Rodeando; Partida; Oferenda nº 2; Oferenda; e A Fuga do Tatu, todas de autoria de Luísa Mitre; além de Corrupião, de Edu Lobo; Zanzando em Copacabana, de Radamés Gnatalli; e Espirro, de Marcelo Caldi. A apresentação, que tem participação de Marcelo Caldi, na sanfona, foi gravada em setembro de 2018, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, na capital paulista.

Sobre o SescTV

O SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com grandes artistas da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.

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