Se asneiras do presidente Jair Bolsonaro pagassem imposto, déficit público seria zerado, diz deputado Paulo Pimenta

Paulo Pimenta (PT-RS), deputado federal.Líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta critica posicionamentos de Bolsonaro que, após uma série de vexames internacionais, defendeu comemoração do Golpe Civil-Militar de 1964.
Paulo Pimenta (PT-RS), deputado federal.

Líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta critica posicionamentos de Bolsonaro que, após uma série de vexames internacionais, defendeu comemoração do Golpe Civil-Militar de 1964.

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), criticou terça-feira (26/03/2019) o presidente Jair Bolsonaro pela quantidade de bobagens que tem falado e praticado em menos de três meses na chefia do Executivo. “Se houvesse um imposto para cada asneira e bobagem que o presidente falasse, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já teria resolvido o problema fiscal do governo”, alfinetou o parlamentar.

Pimenta disse que Bolsonaro se “supera a cada dia na capacidade de fazer o povo brasileiro passar vergonha”, tanto interna como externamente. Ele lembrou que na visita aos Estados Unidos, na semana passada, Bolsonaro “humilhou os brasileiros ao lamber as botas” do presidente daquele país, Donald Trump.

Bolsonaro elogia ditadores e quer comemoração para golpe de 64

A sucessão de vexames continuou no último fim de semana, quando Bolsonaro esteve no Chile. Ele já havia elogiado o ditador chileno Augusto Pinochet, responsável pela morte e desaparecimentos de milhares de opositores. O presidente do senado do Chile, Jaime Quintana, se recusou a receber Jair por causa das suas declarações e o presidente Sebastián Piñera, que disse não concordar com nada do que disse o mandatário brasileiro.

O líder do PT também criticou Bolsonaro por ter determinado às Forças Armadas que comemorem nos quarteis, no dia 31 de março, o golpe militar de 1964. “Seria como a Itália comemorasse os 100 anos de Mussolini ou a Alemanha homenageasse Hitler”, exemplificou Paulo Pimenta.

“Somente uma figura com tamanha irresponsabilidade perante a democracia para exaltar a ditadura”, comentou o líder do PT, ao lembrar que Bolsonaro não tem respeito ao cargo que exerce ao fazer apologia à tortura e à ditadura. Pimenta lembrou que entre 1964 e 1985, houve mortos, perseguidos e exilados por conta do regime militar que comandou o País.

Ministro de Bolsonaro foge de debate sobre a Previdência

O líder também criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, por ter fugido ao convite para debater na tarde desta terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a proposta de Reforma da Previdência encaminhada pelo governo ao Congresso.

“O ministro alaranjou”, ironizou Pimenta, comparando a postura de Guedes à de Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado, ao longo da qual recusou-se a participar de qualquer debate com seus opositores.

Pimenta informou que as Bancadas do PT na Câmara e no Senado rechaçam a proposta de Reforma da Previdência. Ambas as bancadas fecharam questão contra a proposta.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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