Na Bahia, vendas do varejo têm variação negativa de dezembro de 2018 para janeiro de 2019

Tabela informa índice de vendas no comércio varejista da Bahia, referente ao mês de janeiro de 2019.
Tabela informa índice de vendas no comércio varejista da Bahia, referente ao mês de janeiro de 2019.
Tabela informa índice de vendas no comércio varejista da Bahia, referente ao mês de janeiro de 2019.
Tabela informa índice de vendas no comércio varejista da Bahia, referente ao mês de janeiro de 2019.

Em janeiro, as vendas do varejo na Bahia mantiveram-se negativas (-0,2%) em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após já terem recuado 8,8% de novembro para dezembro de 2018.

Nessa comparação, o comércio varejista teve variação positiva no país como um todo (0,4%), com aumento nas vendas em 17 dos 27 estados. Os melhores resultados ocorreram no Amapá (7,9%), em Mato Grosso (5,6%) e Santa Catarina (3,8%). Por outro lado, os piores desempenhos foram os de Tocantins (-5,7%), Pernambuco (-2,7%) e Paraná (-2,5%).

Na comparação janeiro/19 com janeiro/18, as vendas na Bahia também tiveram variação negativa (-0,1%), num resultado pior que a média nacional (1,9%). Ainda assim, foi o melhor janeiro para o varejo baiano desde 2014, quando as vendas haviam crescido 9,6% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Nesse confronto, o desempenho do varejo foi negativo em 14 estados. Por outro lado, Espírito Santo (9,6%), Santa Catarina (8,4%) e Mato Grosso (7,6%) tiveram os melhores resultados.

Com a ligeira queda nas vendas em janeiro, o varejo baiano se manteve estável (0,0%) no acumulado nos últimos 12 meses (frente aos 12 meses anteriores). Esse indicador está positivo para o Brasil em geral (2,2%) e para 21 estados.

Resultado negativo do varejo baiano em janeiro é fruto de quedas nas vendas em 3 das 8 atividades, com forte peso dos combustíveis (-12,5%)

Em janeiro, na Bahia, só 3 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram quedas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2018.

O maior recuo veio, mais uma vez, dos livros, jornais, revistas e papelaria (-37,8%). Ja o segmento de combustíveis e lubrificantes (-12,5%) foi a principal influência para o resultado negativo no mês.

As vendas dos combustíveis vêm em quedas seguidas, na Bahia, desde setembro de 2017, refletindo, em grande parte, a alta dos preços. Já as vendas de livros se mantêm com a maior queda dentre os segmentos, refletindo as dificuldades por que passam as grandes redes de livrarias do país.

A terceira atividade do varejo restrito com queda nas vendas em janeiro, na Bahia, foi a de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-26,6%). O segmento vem apresentando fortes resultados negativos seguidos desde novembro de 2018.

Por outro lado, dentre os cinco ramos do varejo baiano com vendas em alta no primeiro mês do ano, os destaques  foram para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,3%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,5%).

O segmento de hiper e supermercados é o que mais tem peso na estrutura do comércio varejista no estado e teve seu sexto resultado positivo consecutivo. Já as vendas de artigos farmacêuticos vêm positivas há mais tempo, desde outubro de 2017.

Com maiores quedas do país nas vendas de automóveis (-9,0%) e material de construção (-9,4%), varejo ampliado recua 3,4% frente a janeiro/18

Em janeiro, na Bahia, o comércio varejista ampliado teve resultados piores que os do varejo restrito.

Frente a dezembro de 2018, as vendas do varejo ampliado recuaram 0,5% no estado, um resultado pior que a média nacional (1,0%).

Já na comparação com janeiro de 2018, as vendas do varejo ampliado caíra 3,4%. Foi o terceiro maior recuo entre os estados, acima apenas dos resultados de Amapá (-3,9%) e Paraíba (-5,6%). No país como um todo, o varejo ampliado teve aumento de 3,5% nas vendas, nesse confronto.

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Na comparação com janeiro de 2018, na Bahia, as vendas desses dois segmentos tiveram os maiores recuos do país: -9,0% para os veículos e -9,4% para o material de construção.

Redação do Jornal Grande Bahia
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