Mais de 3,4 milhões de venezuelanos deixaram o país; Colômbia é o maior anfitrião com 1,1 milhão de migrantes e refugiados da Venezuela; Brasil é o sexto

Venezuelanos deixam país e migram para nações vizinhas. Brasil é o sexto país que mais recebe estes migrantes.
Colômbia é o maior anfitrião com 1,1 milhão de migrantes e refugiados da Venezuela; Brasil é o sexto país que mais recebe estes migrantes; em 2018, houve 74% do total dos pedidos de asilo apresentados por venezuelanos nos últimos cinco anos.
Venezuelanos deixam país e migram para nações vizinhas. Brasil é o sexto país que mais recebe estes migrantes.
Colômbia é o maior anfitrião com 1,1 milhão de migrantes e refugiados da Venezuela; Brasil é o sexto país que mais recebe estes migrantes; em 2018, houve 74% do total dos pedidos de asilo apresentados por venezuelanos nos últimos cinco anos.

O número de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo é agora de 3,4 milhões, segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, e a Organização Internacional para as Migrações, OIM.

O Brasil é o sexto país com o maior número: são 96 mil venezuelanos. A maior nação anfitriã é a Colômbia, com mais de 1,1 milhão de pessoas. A seguir estão Peru com 506 mil, Chile com 288 mil, Equador com 221 mil e Argentina com 130 mil refugiados e migrantes.

América Latina e Caribe

Dados compilados de autoridades nacionais de migração e outras fontes revelam que os países da América Latina e do Caribe abrigam cerca de 2,7 milhões de venezuelanos, e outras regiões respondem pelo número restante.

Em 2018, uma média de 5 mil pessoas deixaram a Venezuela todos os dias em busca de proteção ou de uma vida melhor, destacam as agências das Nações Unidas.

Esforços

Em dezembro, a organização lançou o Plano Regional Humanitário de Refugiados e Resposta a Migrantes visando complementar esses esforços de auxílio. A meta era apoiar 2,2 milhões de venezuelanos e 500 mil pessoas de comunidades de acolhimento em 16 países.

O representante especial do Acnur e da OIM para os refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, disse que os países da região “mostraram uma tremenda solidariedade e implementaram soluções engenhosas” para ajudar as pessoas que deixaram a Venezuela.

Eventos Políticos

Para o enviado, esses números destacam a pressão sobre as comunidades anfitriãs e a necessidade do apoio da comunidade internacional, mas a atenção mundial está voltada para os eventos políticos.

Os países latino-americanos emitiram cerca de 1,3 milhão de permissões de residência e outras formas de estatuto regular aos venezuelanos. Além disso, reforçaram seus sistemas de asilo para processar um número sem precedentes de pedidos de refúgio.

Estima-se que, desde 2014, mais de 390 mil pedidos de asilo tenham sido apresentados por venezuelanos. Somente no ano passado, foram mais de 232 mil solicitações de proteção.

Comunidades

As duas agências das Nações Unidas defendem que, com esses números crescentes, continuam aumentando as necessidades de refugiados e migrantes da Venezuela e das comunidades anfitriãs.

Os governos da região reforçaram sua resposta e estão cooperando para melhorar a assistência e a proteção destes cidadãos, além de facilitar sua inclusão legal, social e econômica através do processo de Quito.

Em abril, a capital do Equador deve acolher a próxima reunião regional dos países que fazem parte desse plano regional sobre a mobilidade humana de venezuelanos.

Redação do Jornal Grande Bahia
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