Juíza diz que não descumpriu decisão do STF ao prender Paulo Preto

Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, é ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (DERSA) e é apontado, pela Polícia Federal (PF), como operador do PSDB.
Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, é ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (DERSA) e é apontado, pela Polícia Federal (PF), como operador do PSDB.
Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, é ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (DERSA) e é apontado, pela Polícia Federal (PF), como operador do PSDB.
Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, é ex-diretor da empresa paulista de infraestrutura rodoviária (DERSA) e é apontado, pela Polícia Federal (PF), como operador do PSDB.

A juíza federal Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal em Curitiba, disse hoje (06/03/2019) que não desrespeitou decisão do  ministro Gilmar Mendes ao determinar a prisão do ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, no dia 19 de fevereiro.

A informação consta em ofício enviado nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro, que é relator de um pedido de liberdade no qual a defesa de Paulo Preto alega que a juíza descumpriu decisão anterior de Mendes, que determinou a soltura do ex-diretor no ano passado.

No documento, Gabriela Hardt afirma que Paulo Preto é investigado na Operação Lava Jato como suposto operador financeiro em um esquema da Odebrecht para pagar indevidamente políticos e agentes públicos que eram ligados à Petrobras. Segundo a magistrada, os fatos não têm relação com os supostos recebimentos de propina na Dersa, acusações que o ex-diretor responde em liberdade devido ao habeas corpus concedido por Gilmar.

“A decisão reclamada foi tomada no exercício regular da jurisdição, com base nas leis e nas provas, independentemente de qualquer posicionamento da imprensa ou do Ministério Público Federal a respeito do caso, e as alegações de que este Juízo teria tentado driblar V. Exª não encontram sustentação alguma”, afirmou a juíza.

Após receber as informações prestadas pela juíza, ministro vai decidir o pedido de liberdade feito pela defesa de Paulo Preto.

Em maio do ano passado, Gilmar Mendes mandou soltar Paulo Preto. Na ocasião, a prisão foi decretada no âmbito do processo sobre denúncias de irregularidades em desapropriações para construção do Rodoanel Sul, em São Paulo, que teriam acarretado prejuízo de mais de R$ 7,7 milhões aos cofres públicos.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).